domingo, 26 de fevereiro de 2017

Fátima dá para tudo (2)

Crónica de Frei Bento Domingues 




O que atrai os peregrinos é o testemunho 
de algo fantástico reconhecido como sagrado

1. Em conversa com um amigo, a propósito da recente avalanche de escritos sobre Fátima, ele defendia que o mais sólido e resistente capital simbólico português do século XX-XXI nasceu de dois fenómenos quase simultâneos e completamente diferentes: o dos heterónimos de Fernando Pessoa e o dos pastorinhos da Cova da Iria. Um é poético e o outro é religioso. A figura mais emblemática e enigmática da Poesia, que goza de um crescente reconhecimento internacional, é Fernando Pessoa. A Religião que atrai milhões, com pretensões a “altar do mundo”, é Fátima. 
Essa observação talvez não seja apenas megalomania e nostalgia de um império perdido, mas é uma abordagem que excede os propósitos desta crónica. É verdade que tanto o referido fenómeno poético como o religioso surgiram na mesma época, mas o Desassossego de Fernando Pessoa - reconhecendo que “a vida é uma metafísica às escuras com um rumor de deuses e o desconhecimento da rota como a única via” - nunca tomou o caminho de Fátima e a religião de Fátima nunca se encontrou com a grande Poesia nem com o questionamento metafísico [1]. 
Seria, no entanto, muito precipitado concluir que o fundo da experiência religiosa seja incompatível com a ciência, a filosofia e a arte. Sobre essa problemática, Einstein pronunciou-se de um modo que merece atenção: 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Bom Carnaval para todos



Amanhã e na terça-feira haverá Carnaval para muitíssima gente. Antecede a Quaresma, período em que os cristãos vivem mais concentrados na essência da fé que os anima. No final desse período de oração, reflexão, renúncia ao supérfluo e partilha com os mais pobres dos pobres teremos os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa dar-nos-á alento para uma vida alicerçada na Boa Nova.
Então, o Carnaval servirá para muitos como libertação de pressões e preocupações, ao jeito de nos vermos livres para a caminhada quaresmal de 40 dias. E nesse sentido, acho bem que o povo se divirta, brinque, goze o prazer da alegria, cante e dance e critique sem azedume mas com piada quem se esquece dele ou só dele se lembra para pagar impostos e nas vésperas de eleições. 
Bom Carnaval para todos.

Para ler ao domingo: Um pouquinho de história

Casamentos da Família Real Portuguesa:
negócios, rituais, raptos e (talvez) amor.


Ana Leal de Faria, Ana Maria S. A. Rodrigues e Manuela Santos Silva @Henrique Casinhas/Observador

Três professoras de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa analisaram os casamentos da monarquia portuguesa. Há negócios, política, rituais, guerras, raptos. Amor? Ninguém sabe.
Uma entrevista conduzida por Rita Porto no Observador 

Nota: Digo em título que é uma leitura para um domingo porque estamos normalmente um pouco mais livres. Digo também que é um pouquinho de história, mas acrescento que não faz mal a ninguém, sobretudo quando somos bombardeados por tanta coisa que nos incomoda. Garanto que este bocadinho da nossa história até talvez nos deixe um pouco mais descontraídos. Bom domingo para todos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

"Malhapão Rico — Confidências à Sombra do Sobreiro"

Um livro de Aida Viegas



PARTILHA 

Precisava de alguém p’ra partilhar
A alegria que trago no meu peito
Precisava de alguém a quem contar
Que tudo agora corre do meu jeito.
Precisava de abrir meu coração
Ver brilhar outros olhos de alegria
Ver sorrir outro rosto de emoção
Ter mil amigos a fazer-me companhia.
Mas... estou quase só. Todos estão ocupados.
Ocupados por virtude ou por defeito.
Bebo sozinha, estou quase embriagada
Tanta emoção já não cabe no meu peito,
Tanta ventura já transborda em minha taça.
Assim não vale. Assim não sabe a nada.
Beber sozinha a alegria, não tem graça.

                        Aida Viegas
                        14/9/9

Ataques a Francisco e a sua fé e coragem

Crónica de Anselmo Borges 
no DN



Poderia Trump reunir-se com Francisco, 
aquando da cimeira do G7 na Sicília 
nos dias 26 e 27 de Maio?

1- Causa admiração o à-vontade com que Francisco está e fala. Ainda há dias foi a uma paróquia de Roma e deixou que crianças fizessem selfies com ele e lhe colocassem perguntas, do género: "Paga-se para ser Papa?" Resposta: "Os cardeais juntam-se, falam uns com os outros, pensam... falam entre si sobre as necessidades da Igreja... Todos votam e o que tiver dois terços dos votos é eleito Papa", acrescentando que "é um processo com muita oração" e que os "candidatos" ao lugar "não têm de pagar, não há amigos que empurram, não, não...". "No meu caso, quem pensais que era o mais inteligente do Conclave?", perguntou, divertido. "Você", responderam os miúdos. E ele: "Nem sempre os cardeais elegem o mais inteligente. Talvez o eleito não seja o mais inteligente nem o mais astuto ou o mais disposto a fazer o que é preciso. Mas é o que Deus quer para este momento da Igreja." Depois, "o Papa vai morrer como todos os outros ou retirar-se, como o grande papa Bento, e outro virá, que será diferente, talvez mais inteligente, ou menos, não se sabe".
E fez algumas confidências. "Passei por alguns momentos difíceis. Quando tinha 20 anos, estive à beira da morte com uma infecção, e tiveram de me tirar uma parte de um pulmão. Todos temos momentos difíceis na nossa vida. A vida é um dom de Deus, mas também tem momentos maus, que é preciso superar e seguir em frente", lembrou. "Na vida, há dificuldades, sempre. Mas não vos deixeis intimidar, porque as dificuldades superam-se com a fé, com a força e com a coragem."

Dinheiro ao serviço de quem Deus ama

Reflexão de Georgino Rocha



“Que o Senhor nos dê a graça da ‘santa vergonha’ 
diante da tentação da ambição que envolve todos, 
inclusive os bispos e as paróquias”

Papa Francisco 

Jesus quer que os discípulos tenham critérios firmes no desempenho da missão que lhes vai confiar. E ao longo da sua vida pública pronuncia sentenças de sabedoria, faz ensinamentos de ética relacional, abre horizontes à novidade do Reino de Deus já presente nas realidades humanas, embora ainda não em plenitude. Dá-lhes indicações sobre o comportamento de uns com os outros, a vida no seio da comunidade e a presença activa na sociedade/mundo. E deixa-os sempre com a liberdade de escolha, advertindo para as consequências da sua opção.

Mateus, o evangelista do Sermão da Montanha, acentua a dimensão de serviço que é inerente a toda a pessoa e está presente nas decisões e no agir. Querendo visualizar a mensagem recorre à imagem de “dois senhores”, extraída da experiência humana e acessível aos ouvintes/leitores. Nela representa Deus e o dinheiro. E como ninguém consegue servir a ambos ao mesmo tempo e com a mesma dedicação, também quem quiser segui-lo tem de fazer escolhas, dar o valor adequado a cada um deles, ter prioridades, centrar o coração, ser coerente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Bar do Jardim 31 de Agosto a concurso



A CMI  deliberou proceder à abertura de concurso para a “Cessão do Direito de Exploração do Bar do Jardim 31 de Agosto e estrutura de apoio constituída por armazém e sanitários”, tendo como renda anual base de 3.600,00 euros e por um período de 5 anos.
Os interessados deverão enviar as propostas por correio para a Câmara Municipal de Ílhavo, Avenida 25 de Abril, 3830-044 Ílhavo, ou proceder à entrega das mesmas no Gabinete de Atendimento Geral da CMI até às 16h00 do 10.º dia a contar da publicação do anúncio em Diário da República.

Fonte: CMI

NOTA: Embora não seja grande frequentador de bares e cafés, reconheço que um jardim ou largo precisa de um espaço onde possa tomar-se um café, beber uma cerveja ou saborear um sumo. Faz parte dos hábitos de muitos, sobretudo quando o sol brilha, a criançada se diverte ou os mais idosos conversam  descontraidamente. 
Faz-me pena ver o bar fechado quando passo por ele em horas da caminhada possível, sem vivalma em amena cavaqueira, desfrutando de uma paisagem onde reina a diversão dos mais novos no parque infantil ou nos campos de ténis, mas também o silêncio dos mais velhos sentados nos bancos, decerto evocando tempos que não voltam.
Venha daí o bar quanto antes, por favor. 

Os donos do regime e os que os comentam

A propósito do "Prós e Contras" 
de segunda-feira



«Como é sabido, as boas notícias não são notícia e, como ficou patente naquele debate, já há boas notícias, embora não suficientes, no que respeita à tentativa de ultrapassagem das questões da periferização dentro do país. Percebo que não seja muito "sexy" ver os mais populares programas televisivos "raptados" de Lisboa, da agenda da capital, desse mundo que vive entre os jornais e os deputados, entre os donos do regime e os que os comentam.
As televisões, como se queixava com razão uma participante, mostram ainda o interior como um espaço de tipicismo rural, decadente, feito de clichés de aldeia, de cabelos brancos e de uma simplicidade amável parada no tempo, para a qual alguns olham com paternalismo complacente.»

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NOTA: O autor deste texto, Francisco Seixas da Costa, tem carradas de razão. Partilho inteiramente as suas considerações. Há muito que defendo que as boas notícias devem ter prioridade na comunicação social, mas raramente ocupam os espaços nobres de alguns dos nossos jornais, televisões e rádios. Alguém me dizia, há dias, que uma ação cultural não era notícia. Seria notícia, digo eu, a chegada de um craque (?) do futebol, ou de um pândego sem habilidade ao menos para nos fazer rir. E assim vai um jornalismo que vive do crime, do futebol, do acidente na estrada e dos donos do regime e dos seus comentadores.

O SILÊNCIO DE DEUS

A propósito do filme "Silêncio" 
de Martin Scorsese,

Uma reflexão  
por Walter Osswald



«A questão primeira é esta: é moralmente superior manter a adesão à fé e à religião, sejam quais forem as consequências para si próprio e, por arrasto, para outros, ou, pelo contrário, sacrificar-se e condenar-se, a fim de salvar outros?»


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O asseio é sempre bonito

Praceta de Ribeira Grande, Açores

O asseio é sempre bonito e eu gostava de o ver por cada canto da nossa terra. Apreciem, por favor, a praceta limpa com flores em taças que respiram o cuidado que se tem com elas. Não vi por ali pontas  de cigarros pelo chão, papéis ao sabor do vento, ramos apodrecidos nas esquinas. Nem uma pétala topei no empedrado  que denunciasse descuido. Tudo como se a terra fosse uma sala de visitas em dia de festa.  E o casario até parece que foi pintado minutos antes da nossa passagem... Por que razão não sabemos lutar por uma Gafanha da Nazaré asseada? 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

AÇORES — Para não esquecer


Navio-Museu Santo André vai amanhã para a NAVALRIA

Depois das obras de manutenção e de beneficiação, 
reabrirá ao público em abril



O Navio-Museu Santo André vai ser rebocado amanhã à tarde para os estaleiros da NAVALRIA, S.A. onde, até ao final de março, será objeto de trabalhos de manutenção regular e de beneficiação, num investimento de 87.366,00 euros + IVA.
Após esta intervenção, o Navio-Museu Santo André reabrirá ao público em abril, apto a valorizar a celebração dos 80 anos de vida do Museu Marítimo de Ílhavo. Assim reza uma nota da CMI. A mesma nota lembra, ainda, que o Arrastão Santo André tem sido, nos últimos 15 anos, um elemento precioso para perpetuar a memória da Pesca do Bacalhau, tendo já sido visitado por cerca de 380 mil pessoas.

Fonte: CMI

ÍLHAVO — Conversas sobre Património I


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Bispo de Aveiro encerra Visita Pastoral à Gafanha da Nazaré

A nossa relação com Deus 
não pode ficar apenas nos ritos

Ofertório

Ofertório - Moliceiro

Ofertório - Arte musical

Ofertório - O pão 


Grupo Etnográfico 

Par do Grupo Etnográfico

Filarmónica

Filarmónica


D. António com presidentes da CMI e da Junta de Freguesia

D. António aplaude

Cortar o bolo para repartir

Neste domingo, 19 de fevereiro, D. António Moiteiro encerrou a Visita Pastoral à Gafanha da Nazaré, em ambiente festivo. A celebração eucarística, com animação musical pela Filarmónica Gafanhense, foi momento expressivo. Depois, no largo da igreja, a Filarmónica e o Grupo Etnográfico atuaram com dois números dos seus reportórios, seguindo-se o lançamento de pombos-correios do Grupo Columbófilo da Gafanha e a degustação de um bolo de 70 quilos, que foi regado com algumas bebidas. Tudo contribuiu para manifestar ao nosso Bispo a alegria que o povo sentiu pela sua presença entre nós. 

À homilia da Eucaristia, D. António considerou que esta Visita Pastoral constituiu um momento significativo e oportuno de estar com os fiéis e de os ouvir, tendo frisado a importância de o «pastor ir ao encontro do rebanho», sobretudo para ajudar as pessoas «a crescerem na fé».
Durante os 15 dias em que esteve entre nós, teve a preocupação de se informar, in loco, sobre a realidade socioeconómica da paróquia, «porque é preciso conhecer o lugar onde os cristãos, homens e mulheres de boa vontade, ganham o pão de cada dia». E acrescentou que «o trabalho é uma dimensão fundamental para a realização do ser humano».

Fátima dá para tudo (1)

Crónica de Frei Bento Domingues



«Não poderá a ancestral cultura do sofrimento 
ser iluminada pela alegria do Evangelho?»


1. Estou sempre a ser interrogado sobre as razões da vinda do Papa Francisco a Fátima.. A resposta também é sempre a mesma: não sei. A adivinhação nunca me fez companhia. De qualquer modo, dentro de poucos meses, já estaremos a interpretar as declarações do peregrino Bergoglio. Toda a gente tem, no entanto, direito a conjecturas, filhas de desejos e receios. Há quem diga que, em Portugal, os bispos e os padres não são conhecidos pelo seu entusiasmo com a linha reformista do Papa Francisco e que as dioceses e paróquias se ressentem muito desse minguado interesse. Além disso, consta que existem grupos organizados para resistir às novidades deste argentino.
Se assim for, não estaremos a ser muito originais. Ana Fonseca Pereira, no PÚBLICO da passada segunda-feira, deu uma boa amostra das manobras da oposição organizada ao Papa Francisco, ao mais alto nível, e robustecidas pela eleição de D. Trump. Nesse sentido, a peregrinação a Fátima — seguindo uma tradição que já vem de Paulo VI — teria uma significação de grande alcance. Fátima não é o melhor símbolo do esquerdismo católico, mas a multidão que se vai concentrar a 12 e 13 de Maio, em Fátima, apoiada pelos grandes meios de comunicação social, não vai mostrar apenas que Fátima continua a ser a maior peregrinação do Ocidente, com ecos em todos os continentes. Não poderá esse fenómeno religioso converter-se num dos grandes focos da nova evangelização e de uma Igreja de saída para todas as periferias existenciais?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Bispo de Aveiro visita o Grupo Desportivo da Gafanha

O desporto é uma escola 
de formação para os valores

D. António e Padre César à chegada ao GDG

Atletas-meninos dão o seu melhor

Atletas  apreciam os mais novos 

Presidente informa o nosso Bispo

Bispo de Aveiro com dirigentes na sala de troféus

Pedro Martins recebe D. António à chegada

Os três presidentes com D. António 

Padre César cumprimenta um atleta e treinador

Alguns troféus 

Neste sábado, 18 de fevereiro, nos campos de treino do GDG, os atletas–meninos davam o seu melhor, exibindo habilidades capazes de os guindarem ao estrelato futebolístico. Craques do futuro poderão dar os primeiros passos, passes, cruzamentos, remates à baliza e defesas com estilo neste clube que completará em setembro 60 anos de existência. Outros já o fizeram e outros hão de fazê-lo. D. António Moiteiro, em Visita Pastoral à Gafanha da Nazaré, apreciou e disse que o desporto faz parte da formação integral do ser humano. Mas decerto registou algumas carências nas estruturas, para que o GDG possa fazer mais e melhor pelos atletas, pelas famílias e pela comunidade em geral.

D. António Moiteiro foi recebido no Grupo Desportivo da Gafanha (GDG) pelos presidentes da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal, respetivamente, Pedro Martins, João Paulo Ramos e António Pinho. Presentes outros dirigentes, alguns com muitos anos de dedicação ao clube. Chegou acompanhado pelo pároco, Padre César Fernandes, visitou as instalações, com destaque para os campos de treino e de jogos, ocupados, alguns, por crianças que treinavam sob as orientações dos técnicos. Familiares assistiam. Este foi um sábado normal de um clube com diversos pelouros, em especial Futebol, Basquetebol, Atletismo e Futsal, entre outros, movimentando mais de 700 atletas das mais variadas faixas etárias.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Visita ao Planetário: Estar na lua

Crónica de Maria Donzília Almeida 

Zi astronauta

Centro do Universo

Estação Espacial

“Estar na lua” é algo que já aconteceu com qualquer um de nós, e eu sinto-me incluída nesse rol, nomeadamente no meu papel de aluna/formanda. É um local de evasão, ao alcance de qualquer pessoa. Ir à lua, uma façanha mais arrojada, foi realizada pelos astronautas americanos, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, de 38 anos de idade, na nave Apollo 11, em 1969.
Fazer uma viagem virtual pelo espaço sideral foi privilégio de um grupo de formandos da Universidade Sénior do CSPNSN, liderado pelo Professor João Silva.
No âmbito da disciplina de História/Comunicação houve mais uma visita de estudo, desta vez, ao Planetário do Porto, situado na Rua das Estrelas, nome bem sugestivo, por sinal.
Antes de entrarmos, propriamente no espaço do planetário, uma cúpula que simulava a abóbada celeste, à noite, toda a gente quis meter-se no corpo de Neil Armstrong e dar o seu rosto para a fotografia. Aqui, sim, pode verificar-se que nós, os séniores, ainda temos aquela alegria genuina e a irreverência das criancinhas…e que bom!
Confortavelmente refastelados, em poltronas reclináveis, para olharmos o céu, sem ficarmos com torcicolos, de luzes apagadas, lá encetámos viagem pela nossa galáxia, a Via Láctea.
De olhos bem abertos a observar tudo, à nossa volta, ouvíamos a voz bem timbrada do nosso guia, que discorria numa cadência suave. A informação foi muito densa, mas pudemos relembrar alguns conceitos aprendidos na nossa formação académica, nomeadamente no que concerne à formação do Universo.

D. António Moiteiro na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Hoje temos de ser melhores do que ontem

Passeio pelo exterior

No espaço dos alunos

Atentos ao que se canta e como se canta

Conversa no salão dos alunos

Arte á entrada

Na zona das bicicletas

D. António numa sala de aula

As bicicletas

Momento muito expressivo aconteceu no intervalo das aulas, sexta-feira, 17 de fevereiro. Dezenas e dezenas de alunos, num salão com bar, saboreavam o lanche enquanto ouviam e aplaudiam colegas que cantavam. Vozes afinadas ao ritmo certo assemelhavam-se aos concursos televisivos. Coordenava as operações o professor de música. O excelente ambiente que reina na escola secundária estava provado.


A Escola Secundária da Gafanha da Nazaré é um símbolo vivo dos edifícios com qualidade para a boa prática pedagógica. Reúne condições estudadas e aplicadas ao pormenor, proporcionando um ambiente infelizmente não muito frequente no parque escolar do nosso país. Por isso, é justo que deixemos aqui um aplauso para milhares de professores e alunos que têm de trabalhar em espaços nada agradáveis. E foi nesta escola, sede do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, que o Bispo de Aveiro foi recebido pela diretora, Maria Eugénia Pinheiro, no passado dia 16 este mês. 
D. António Moiteiro, acompanhado pelo pároco da Gafanha da Nazaré, Padre César Fernandes, foi esclarecido pela direção daquela escola sobre a realidade concreta do dia a dia, rica em iniciativas pedagógicas, algumas das quais têm dado motivo a reportagens. Assim aconteceu, recentemente, com o projeto GAFe Bike Lab, dedicado às bicicletas.

Telenovela com enredo no Município de Ílhavo

Forte da Barra
Navio-museu Santo André, memória viva da Pesca do Bacalhau

A Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) aprovou a minuta de Protocolo a celebrar com a SP Televisão para a produção de uma telenovela para a SIC, cujo enredo e eixo principal de ação decorrerá no Município de Ílhavo.
Com a celebração deste protocolo, a CMI visa promover o nosso Município, através da produção de uma telenovela com cerca de 300 episódios, cuja história pretende promover e valorizar o património cultural, etnográfico e artístico do município, nomeadamente no que diz respeito à pesca do bacalhau.

Fonte: CMI; Fotos dos meus arquivos

Silêncio

Crónica de Anselmo Borges 

S. Francisco Xavier



Em 1549, São Francisco Xavier esteve no Japão e 60 anos depois já havia 300 mil católicos. Em 1614, começou uma perseguição brutal, para que renegassem a fé. Eram submetidos a dois suplícios: o da fossa e o da cruz. No primeiro, os condenados, envoltos em panos e amarrados fortemente por cordas e com um pequeno corte por detrás da orelha, donde saíam gotas de sangue, eram suspensos pelos pés, com a cabeça para baixo e para dentro de uma cloaca, podendo ficar assim dez dias até morrerem. A outra tortura: amarrados numa cruz erguida frente ao mar, ficavam abandonados às ondas, que iam e vinham esmagadoramente contra eles, no frio e na fome, dia e noite, até à morte.
Em 1966, o escritor católico Shusaku Endo, que foi proposto para Prémio Nobel da Literatura, escreveu um romance com o título Silêncio, agora em filme com o mesmo nome, de Martin Scorcese. Têm um fundo histórico. O padre jesuíta Cristóvão Ferreira apostatou, não resistindo à tortura da fossa, o que causou enorme comoção na Europa. Em plena perseguição, dois jovens jesuítas, Rodrigues e Garpe, oferecem-se para partir: move-os fundamentalmente saberem o que se passou na verdade com Ferreira, que tinha sido seu formador no seminário e que tanto admiravam.
O livro e o filme são obras cimeiras, de rara intensidade dramática e comoção, mas não admira que hoje não se perceba essa intensidade, porque, numa sociedade do bem-estar material e numa cultura do provisório e da pós-verdade, não há abertura para as decisivas questões metafísico-religiosas. Ficam aí quatro notas sobre o que penso serem os seus temas essenciais.

Fazer sempre o bem do outro

Reflexão de Georgino Rocha



Jesus continua a desvendar os horizontes novos da mensagem que anuncia. Os discípulos são exortados e fixar o seu coração em Deus Pai e a imitar o seu modo de proceder. Mesmo nas situações mais complexas e intrigantes. Mesmo nos casos de violência e de injustiça, e na relação com os inimigos. Com estas duas concretizações perfaz a lista que antes havia enunciado: o homicídio, o adultério, o divórcio, e o falso juramento. E o rosto feliz do discípulo fiel brilha como a luz do mundo e mantém a integridade do sal da terra.

Jesus define a sua missão em relação à lei e aos profetas como a de não anular ou desvalorizar, mas de elevar à plenitude. Ele dá o exemplo. Umas vezes cumpre e exorta a que se cumpra fielmente, outras reinterpreta, dá-lhes um sentido novo e pleno e recomenda a sua prática: “Eu porém, digo-vos…”. Também nas relações com os violentos e injustos, com os adversários e inimigos. E justifica a sua atitude com o modo de ser e de proceder do Pai que está nos Céus. Mostra assim a beleza exigente da sintonia do agir humano com a vontade divina.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

D. António Moiteiro na Gafanha da Nazaré

Importa conhecer o Porto de Aveiro

Carlos Isabel, D. António, Padre César e Carlos Rocha

D. António, Padre César e Carlos Rocha

No Instituto de Socorros a Náufragos

D. António e Braga da Cruz

Braga da Cruz e Bispo de Aveiro

Braga da Cruz, D. António e Carlos Isabel

Padre César e D. António

Braga da Cruz, D. António e Carlos Isabel

Uma lembrança para o Bispo de Aveiro (Pescador de José Augusto )
Forte da Barra

Lancha rápida e Farol

O nosso Bispo, D. António Moiteiro, visitou ontem, 15 de fevereiro, a zona portuária, tendo sido recebido pelo presidente da APA (Administração do Porto de Aveiro), Braga Cruz, e pelo Capitão do Porto, Carlos Isabel. Esta foi uma iniciativa promovida pela paróquia, na linha da Visita Pastoral que o Bispo de Aveiro está a fazer à Gafanha da Nazaré, a qual culmina no próximo domingo.
Acompanhado pelo pároco, Padre César Fernandes, e pelo presidente da Junta de Freguesia, Carlos Rocha, D. António sublinhou que a visita à área portuária se insere na importância de conhecer «a realidade do Porto de Aveiro e das pessoas que aqui trabalham». No fundo, adiantou, operam neste espaço, «quer na atividade marítima e na polícia marítima, quer no Porto de Aveiro, direta ou indiretamente, mais de 500 pessoas, o que é muito bom».
D. António Moiteiro valorizou o conhecimento da laguna, frisando que Aveiro e a nossa Diocese são «caraterizadas pela Ria». E a propósito do passeio que lhe foi proporcionado pela Ria, na lancha “Nossa Senhora dos Navegantes”, do Instituto de Socorros a Náufragos, com a companhia de outra lancha rápida da Polícia Marítima, o nosso Bispo mostrou a sua satisfação pelas paisagens que pôde apreciar, salientando que ver a Ria dentro dela é muito diferente do que vê-la de terra.