domingo, 31 de outubro de 2010

I GALA DA FUNDAÇÃO PRIOR SARDO


Depois dos parabéns à FPS, o bolo

Troféu para João Pires

TROFÉUS PARA OS MELHORES DO ANO

Na sexta-feira, 29, à noite, no Centro Cultural de Ílhavo, realizou-se a I Gala da Fundação Prior Sardo (FPS), com momentos especiais de alegria. Para além da música, a Gala distinguiu pessoas e instituições do concelho de Ílhavo que, pelas suas capacidades e intervenções, merecem ser apontadas como exemplos a seguir.
Os troféus, pela primeira vez atribuídos pela FPS, foram para João dos Santos Pires (Empresário), Domingos Lopes (Educação e Formação), Atendimento Social Integrado da Câmara Municipal de Ílhavo (Inovação) e Ana Maria Lopes (Mar e Ria).
João dos Santos Pires veio de tenra idade para a Gafanha da Nazaré e aqui se radicou, tendo crescido em idade e em capacidade de trabalho. Passou pelos Estaleiros Mónica e João Maria Vilarinho, para além de outras empresas e instituições. Criou a sua própria empresa, tendo-se caracterizado pela sua honestidade e generosidade, com ajudas dirigidas a instituições desportivas e de bem-fazer.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues


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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 208

PELO QUINTAL ALÉM – 45



AS REQUELINAS

 
A
meus Amigos
a quem Deus levou este ano


Caríssima/o:

a. Não podia deixar de vos apresentar uma das flores que por esta altura embelezam o alegrete.
Verdade seja que antes, florescem os raquéis que são mais altaneiros e as suas flores conservam-se muito tempo.
Quando os raquéis vão murchando, terminando a sua floração, surgem as suas hastes frágeis encimadas pelas flores rosas.

e. É provável que agora apareçam pelos jardins da Gafanha, mas não me recordo de as ver...aliás ainda hoje o nome me intriga e até nos livros é difícil de encontrar...

i. Como flor que se preza, cumpre à perfeição: os arranjos ficam encantadores.
E já se vê que nesta altura dos Fiéis, as jarras e as floreiras agradecem a sua colaboração, tendo sido durante muitos anos a preferida.

o. Sendo planta para flores de decoração e enfeite não vislumbrei qualquer nota ou apontamento sobre uso medicinal; também não deve ser flor tóxica pois não se encontram referenciados cuidados ou prevenções.
Todos sabemos que oferecer flores é um sinal de carinho, cuidado e atenção. Contudo, em alguns hospitais e maternidades, começam a pôr restrição à entrada de plantas e flores, devido ao risco de infecção que elas podem representar. Logo...

u. Curiosidades:

1. A requelina também é conhecida por “mini-amarílis”.

2. Ao que se supõe terá a sua origem no Sudeste e parte do Sul do Brasil.

3. É da família de amarílis ou açucena, bem como as raquéis.

4. Estes últimos, ao que consta, no Alentejo, são chamados 'Sogras e Noras' por estarem sempre de costas voltadas!

A todos/as desejo belas e abundantes flores nos vossos canteiros que vos permitam embelezar as vossas lágrimas e orações!

Manuel

O sentido de Estado

Confesso que não gostei nada da guerrilha partidária de políticos que devim pôr dignidade em tudo quanto fazem, quando estão ao serviço do país. Brincam com coisas sérias, desdizem o que anteriormente afirmaram como imutável e assinam acordos para aprovação do OE, com o selo da fotografia tirada pelo telemóvel, ao jeito  do menino que o trata como um brinquedo.

sábado, 30 de outubro de 2010

A morte é o mais próprio do ser humano, mas, ao mesmo tempo, o mais estranho


OS FINADOS

Anselmo Borges

Característica essencial do nosso tempo é fazer da morte tabu, talvez o último tabu. Nunca tinha acontecido na história da humanidade.
De qualquer modo, as nossas sociedades ainda mantêm dois dias por ano (1 e 2 de Novembro) em que permitem a visita dos mortos. Os cemitérios enchem-se e as pessoas ali estão ou por ali andam, numa recordação, talvez numa prece, num choro íntimo ou exteriorizado, e interrogando-se sobre o mistério da morte, esse mistério absolutamente opaco e laminante.
A morte põe-nos em confronto com o nada e abala-nos desde e até à raiz. Martin Heidegger foi o filósofo do século XX que levou mais fundo o pensamento sobre a morte. O homem é o ser da possibilidade, o existente para quem no seu ser a questão é esse mesmo ser, isto é, a quem o seu ser é dado como tarefa, como poder ser. Ora, a morte é a sua possibilidade "mais própria", pois é a que mais o caracteriza, "irreferível", pois corta a relação com tudo o resto, remetendo-o para si próprio, "intranscendível", pois, enquanto possibilidade da impossibilidade, é a possibilidade extrema, a que se não pode escapar. A tentação permanente é distrair-se e não assumir a morte como essa possibilidade mais própria, irreferível e intranscendível, escapando-lhe pelo palavreado, pelo recurso ao "toda a gente morre", mas não propriamente eu. O homem cai então no esquecimento de si mesmo e perde-se numa existência inautêntica.
Frente à morte, debatemo-nos com paradoxos, que o filósofo Gabriel Amengual sintetizou.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Faleceu o cardiologista Rogério Leitão




Soube hoje, pelo Diário de Aveiro, do falecimento do médico cardiologista Rogério Leitão. Foi presidente da Assembleia Municipal de Aveiro e chefe dos Serviços de Cardiologia do Hospital Infante D. Pedro. Sem dúvida, Rogério Leitão foi sempre um aveirense respeitado e ouvido com atenção, tanto quanto falava de política como quando abordava problemas médicos e sociais.
Católico envolvido na defesa de princípios que considerava fundamentais para a construção de uma sociedade mais fraterna, era no trato uma pessoa singularmente afável e serena. Entrevistei-o algumas vezes na Rádio Terra Nova, onde constatei isso mesmo. Também em Maio, costumava dinamizar o Mês do Coração, tarefa que desempenhava com grande entusiasmo.
Há muitos anos, uma tia de minha esposa, residente em Pardilhó, sofreu um ataque cardíaco. Pelo telefone, já noite, contactei-o e pedi-lhe que a fosse ver o mais depressa possível. Indicado o endereço, frente às escolas primárias de Pardilhó, lá se dirigiu. Chegou primeiro que eu e minha esposa. Nada pôde fazer, infelizmente, mas jamais esqueceremos a sua prontidão.
Há gestos que definem o carácter e a bondade das pessoas. Mas quando se trata de médicos, com a noção completa do valor da vida, mais facilmente sentimos a sua importância na linha da humanização da sociedade. Paz à sua alma.

Fernando Martins

Brincalhões: Há políticos com graça!


SERÁ PRECISO COLETE DE SALVAÇÃO?

Alguns políticos são uns brincalhões. E chegam a ter graça, mas às vezes assustam-nos. Vem isto a propósito dos “filmes” que retrataram as negociações para o Orçamento do Estado passar, gesto fundamental, junto dos nossos credores internacionais, para repor a nossa credibilidade.
Face ao aparente corte de relações entre o PS e o PSD, muita gente ficou assustada. Que vai ser de nós e do nosso país, se entrarmos em bancarrota? Vozes que chegaram até mim, traduzindo alguma angústia ou dúvidas sérias com vista ao futuro.
Horas depois, os chefes ou produtores destes filmes, quais salvadores, passaram a actores nas últimas cenas. As sondagens a isso obrigaram. Santas sondagens! O OE vai passar, não vai haver problemas. Já se está a elaborar uma proposta.
A crise vai continuar? Estamos convencidos de que sim. Mas, para já, o barco ainda continua a navegar, com procelas no horizonte. Mas navega. Será preciso colete de salvação? Talvez não. Pelo sim pelo não, valerá a metê-lo num saco, com um farnel para uns tempinhos.

FM

“Um SIM decisivo — Padre Miguel Lencastre e Schöenstatt em Portugal”

Um livro de Helena Valente



Um trabalho indispensável
para o conhecimento
da entrada  de Schoenstatt em Portugal

No dia 21 de Outubro, no Centro Tabor, Movimento Apostólico de Schoenstatt, foi lançado o livro “Um SIM decisivo — Padre Miguel Lencastre e Schöenstatt em Portugal”, da autoria de Maria Helena Saraiva e Castro Valente, com prefácio de D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima. A cerimónia foi precedida de uma eucaristia, celebrada pelo Padre Miguel, comemorativa do 31.º aniversário da inauguração do Santuário na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré.
A publicação é da Paulus Editora e a autora é uma conhecida schoenstattiana, que milita, desde 1978, na Família do Patriarcado.
Helena Valente diz, no Prólogo, que o seu trabalho surgiu como resposta à necessidade sentida, neste ano jubilar, de «um levantamento histórico do que se terá passado, ao certo, na Fundação de Schöenstatt em terras Lusitanas, bem como do desenrolar dessa mesma História.»
Quis, e bem, aproveitar «o que nos podem contar aquelas testemunhas que felizmente ainda se encontram entre nós», sendo certo que o Padre Miguel Lencastre é «uma dessas preciosas testemunhas», porque viveu «essa Fundação na primeira pessoa».

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Orçamento de Estado: O impasse...

O optimismo de muitos portugueses esboroou-se. Governo e PSD não se entenderam. Por meias frases ditas durante os encontros, adivinhava-se este desfecho. Contudo, continuam as promessas, feitas de palavras repetidas, de que ainda é possível fazer passar o Orçamento de Estado. Esperemos que sim.
Sem pretensões a comentador político, atrevo-me a dizer que a guerrilha provocada por interesses partidários e, quiçá, patrióticos, vai continuar enquanto for possível. Depois, o PSD deve abster-se, por duas razões: primeira, porque não quer ficar associado ao OE do PS, que considera mau; segunda, porque sabe da gravidade da situação económica do país e não quererá arcar com parte das responsabilidades da crise que não deixará de surgir em força. Vamos então ter fé na inteligência de alguns dos nossos políticos.

FM

NO SEIO DAS TUAS ONDAS



Ao Mar

Visto o fato original,
Espelho-me nas tuas águas
E mergulho nos teus braços
Sem pudor.
Sinto o sol que te devassa
E me abraça
Com amor.

Tu, mar,
Devolves a pureza
Ao meu corpo cansado,
Conspurcado
Pela vida
Intensamente sentida,
Ao acaso.


No seio das tuas ondas,
Ao sabor do teu sal,
Encontro a minha certeza:
Sinto que vale a pena viver
E preencher,
Com o desejo final,
Este vazio
Do inverno passado.

"Lena de Tróia"
Foto de Carlos Duarte

Centro Cultural da Gafanha da Nazaré: música e dança

Domingo, 31 de Outubro, às 17 horas



A Escola de Música Gafanhense (EMG) e a Casa do Povo da Gafanha da Nazaré (CPGN) apresentam um espectáculo pioneiro de música e dança. A Orquestra Juvenil da EMG acompanhará as classes de ginástica rítmica da CPGN onde, em simbiose, será exibida uma combinação harmoniosa de música e movimentos criativos de ginástica. Organização: Escola de Música Gafanhense e Casa do Povo da Gafanha da Nazaré.
Apoio: Câmara Municipal de Ílhavo

A utopia não nos deixa morrer


UMA TRAPALHADA QUE NÃO CONSTITUIU UMA SURPRESA


António Marcelino

Chegamos onde há de muito se esperava. Dolorosamente. Sem horizontes de esperança e sem nesga de luz, com o povo dorido e dividido. Com nuvens negras que pressagiam fome, revolta, violência. A fome não é boa conselheira. A violência já anda por aí à solta. Culpa de poucos, o sofrimento de muitos.
As premissas estavam postas. A conclusão de há muito não oferecia dúvidas. O forte do povo português está mais no coração onde cabe a revolta pelas desilusões, mas cabe também a perda fácil da memória, quando se ouvem de novo os discursos inflamados e fogosos dos trapaceiros de ontem. Não falta quem fale de fatalismo. Não vou por aí e não vou sozinho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Comemorações dos 50 Anos da Freguesia da Gafanha do Carmo


No próximo sábado, dia 30 de Outubro, pelas 21h00, vai ser inaugurado um Monumento no Jardim Central, que assinalará o encerramento das comemorações dos 50 anos da freguesia da Gafanha da Carmo.
Pelas 21h30, terá lugar uma peça de teatro apresentada pela Associação Cultural da Gafanha do Carmo, no Salão Cultural da Freguesia, encerrando assim o programa comemorativo, numa acção de parceria entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Junta de Freguesia da Gafanha do Carmo.

Entendimento entre PSD e Governo tarda em aparecer

Sempre me convenci que a equipa do PSD, com Eduardo Catroga, e a do Governo, com o ministro Teixeira do Santos, se entendessem depressa, dada a urgência de mostrar ao mundo que somos capazes de resolver os nossos problemas. Não foi assim, mas as conversações vão continuar.
Ninguém sabe se tem havido cedências de ambas as partes ou se persiste a teimosia, com cada um a querer impor a sua versão. O que penso é que o fumo branco tarda  em aparecer, com eventuais prejuízos para o país. O pior estará em não encontrarem uma solução, o que levará a que venham por aí os que mandam no mundo das Finanças para ditarem as suas leis, obrigando toda a gente a comer e a calar. E o mais certo, segundo tenho ouvido e lido, é que o OE, que eles ditarem, ainda será mais exigente do que o actual.

domingo, 24 de outubro de 2010

João Silva: Repórter de guerra ferido no Afeganistão

João Silva continuou a fotografar
mesmo depois de ter ficado com pernas
em parte decepadas por mina
 
O fotógrafo português João Silva, detentor de passaporte sul-africano, perdeu parte das pernas e sofreu hemorragias internas devido à explosão da mina que pisou no Afeganistão; mas mesmo assim continuou a tirar fotografias enquanto os paramédicos o tratavam, contou o jornal para o qual trabalha, o “The New York Times”.
 
Ver mais no PÚBLICO
 
 
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A propósito desta notícia, dramática, em que o repórter português João Silva sai bastante ferido, vem a talho de foice uma página do livro GUERRA SEM FIM, de Dexter Filkins, como retrato de uma cena de guerra.



 
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PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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"Marinha Portuguesa: Nove Séculos de História"



 “Marinha Portuguesa: Nove Séculos de História”,
um livro do Comandante Rodrigues Pereira

No próximo dia 27, decorre no Museu da Marinha em Lisboa, a apresentação de mais um livro do Comandante Rodrigues Pereira denominado Marinha Portuguesa – Nove Séculos de História.
Hoje como dantes o mar permanece como elemento fundamental para o futuro do país. Assim foi feito no séc. XX, com a criação da ZEE e assim será neste século com a concretização do projecto de alargamento da plataforma continental, sempre com a Marinha na missão de garantir aos portugueses o uso do seu mar.
A História da Marinha é uma História de Portugal vista do mar porque não é possível dissociar o mar dos acontecimentos fundamentais da História do país.
Neste livro reúnem-se, pela primeira vez, os acontecimentos mais importantes do nosso passado de quase nove séculos e como afirma no prefácio o Almirante Melo Gomes”…. A sua falta era sentida não só pelos marinheiros como pelos historiadores e investigadores que agora passam a dispor de uma obra de referência que apresenta também uma importante iconografia relacionada com o nosso passado.



NOTA: O Com. Rodrigues Pereira nasceu em Lisboa no ano de 1948,  tendo entrado para a Escola Naval em 1966. Foi promovido a Capitão-de-mar-e-guerra em 1999 e passou à Reserva por limite de idade em 2005.
Prestou serviço em diversas unidades navais, em várias missões, nomeadamente, na Guerra do Golfo e Iraque. Foi Capitão do Porto de Aveiro de 1995-98,  secretário da Comissão Cultural da Marinha, comissário das Exposições do Dia da Marinha em Cascais, Ílhavo, Viana do Castelo e Figueira da Foz e, desde 2006, exerce as funções de Director do Museu da Marinha em Lisboa.
Actualmente é Professor na Escola Naval e na Universidade Autónoma de Lisboa, sendo autor de vários livros relacionados com a História da Marinha Portuguesa, com destaque para os volumes das Campanhas Navais de 1793-1823.
É Presidente da Assembleia Geral dos AMI (Amigos do Museu de Ílhavo) e é Confrade de Honra da Confraria Gastronómica do Bacalhau.

Carlos Duarte




TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 207

PELO QUINTAL ALÉM – 44

O DIOSPIRO

A
meu irmão Zeca e
João Maria Pereira Júnior

Caríssima/o:

a. Ora cá está uma fruta que, nesta época, nos ocupa na apanha e na distribuição pelos familiares e amigos. Plantámos cinco árvores e, em ano de boa produção, não há paciência nem energia para contrariar a rápida maturação...
Como costumávamos dizer: “Louvada seja a fartura...”

e. Curiosamente, não conhecemos nenhuma destas árvores pelos quintais da Gafanha; o nosso primeiro contacto com esta fruta alaranjada foi à porta do Liceu de Aveiro... apenas com a vista já que os tostões que custava nos proibiram a prova... Era fruta rara e vendida como guloseima pelos vendedores de rebuçados e caramelos...

i. Um diospiro possui o tamanho aproximado de uma maçã, porém assemelha-se muito com o tomate.
Quando verde, é amargo e adstringente. Depois de amadurecido, a sua polpa fica macia e muito saborosa.
Os diospiros são geralmente consumidos ao natural sem casca, com canela ou em recheio de tartes, em compotas, batidos, saladas, no iogurte ou secos no desidratador.
O diospiro pode também ser usado para a produção de vinagre, proporcionando alto rendimento em mosto para fermentação, do qual resulta um produto de qualidade muito boa. A grande vantagem do processo é que ele permite o aproveitamento dos frutos que normalmente são descartados, permitindo a obtenção de 60 litros de vinagre com elevada graduação acética, a partir de 100 kg de frutos maduros.

o. Fruta de sabor doce e agradável, contém vitamina A, B1 e B2, além de quantidade considerável de fibras que regulam as funções intestinais.
A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, evita infecções, auxilia o crescimento e faz parte da formação do esmalte dos dentes.
A vitamina B1 tonifica o músculo cardíaco e ajuda a regular o sistema nervoso e o aparelho digestivo.
A vitamina B2 é essencial ao crescimento, evitando ainda a queda de cabelos.

Propriedades: O Diospiro possui qualidades calmantes, febrífugas, antieméticas e laxativas. O seu uso é conveniente para os que sofrem de desnutrição, tuberculose, anemia, descalcificação, enfermidades das vias respiratórias, catarros da bexiga, transtornos intestinais, afecções do estômago e gastrite infantil.

sábado, 23 de outubro de 2010

REVISTAÚNICA dedicada ao mar

Trabalho gráfico de Hugo Marques
Foto de Luís Efigénio/NFACTOS

Foto da Coleção do Museu Marítimo de Ílhavo

O MAR: UMA PRIORIDADE NACIONAL

A  REVISTAÚNICA do Expresso desta semana é dedicada ao mar. Quem gosta de tudo quanto diz respeito ao mar vai, decerto, guardar este número, para ler com mais calma.
Há muito que o mar anda longe das preocupações dos nossos políticos e empresários. A UE cortou as asas aos portugueses, que não puderam ou não souberam reagir. A nossa frota bacalhoeira, de tantas tradições entre nós, desde há séculos, foi obrigada a apodrecer nos cais. Muitos trabalhadores tiveram que dar asas à sua imaginação para se adaptarem a outras vidas. Foi, de alguma forma, um dos maiores desastres do nosso país.
A revista inclui textos do Presidente da República, Cavaco Silva, e de economistas, artistas, desportistas, historiadores e cientistas, à volta de uma grande questão: Portugal e o mar: saída à vista? Para ler e pensar. Tudo com ilustrações belíssimas a condizer.
Em entrevista, Maria Damanaki, comissária europeia com a pasta dos Assuntos Marítimos e Pescas, diz que «É um sonho ter fronteiras comuns no mar da União Europeia», garantindo que «Uma política marítima integrada traz valor acrescentado a todos». Refere ainda que «Portugal é um dos países mais cooperantes nas questões marítimas», porque «Tem tradição e vontade política».
Numa reportagem, intitulada O regresso dos bacalhoeiros, afirma-se que, «Após mais de uma década de ausência, os bacalhoeiros portugueses regressaram aos mares gelados da Gronelândia e da Terra Nova, mas o bacalhau continua a ser um bem escasso». Congratulemo-nos, ao menos, com o regresso.
Por sua vez, no texto que escreveu, o Presidente Cavaco Silva termina assim as suas considerações, que tiveram como ponto de partida «O mar: uma prioridade nacional»:
«Na conjuntura atual, talvez mais do que nunca, sente-se a falta de desígnios nacionais que contribuam para dar mais coesão e mais autoestima aos portugueses. O mar, despojado de messianismos, enquanto ativo estratégico e económico nacional, poderá consistir num dos desígnios que hoje nos faltam. Do que é que hoje estamos à espera?»

FM

Nota: Com Acordo Ortográfico

NOVO TESTAMENTO: "Deus é amor incondicional"


SARAMAGO E DEUS

Anselmo Borges

Passado o rebuliço mediático, quereria escrever sobre o tema em epígrafe. Só sobre ele. Deixo, pois, as questões literárias, partidárias, políticas, incluindo a nódoa indelével daquele desgraçado despedimento de 22 jornalistas do DN por delito de opinião. Exijo-me este texto, até porque, numa entrevista a João Céu e Silva, Saramago se me referiu com admiração por ter lido e gostado do seu livro Caim: "Até fiquei surpreendido quando ouvi um teólogo - uma coisa é um teólogo e outra um padre -, Anselmo Borges, dizer que tinha gostado do livro".
Quem, no meu entender, melhor escreveu sobre o tema foi Eduardo Lourenço. Entre outras coisas, porque introduziu o pensar sobre o ateísmo até ao limite. "O que designamos por 'ateísmo', na sua literal acepção, significa, geralmente, mais do que o seu conteúdo dialecticamente negativo. Denota um relacionamento de grau nulo com o referente Deus. É tão impensável ou inacessível na sua ordem como a pura transcendência, que é conteúdo real ou imaginário de Deus. Ser ateu é só ser e estar 'sem Deus'. Perspectiva tão vertiginosa como a que a referência a Deus assinala, sob o modo de uma 'ausência' tão impensável como a de Deus e não menos 'abscôndita', só que mais dolorosa, que a da presença das presenças."

Paz para este sábado


É nos lugares aprazíveis que nos sentimos bem. Reconforta-nos a alma e liberta-nos dos stresses. A belas paisagens, com os seus encantos, propicíam-nos momentos de muita paz. Que este sábado seja marcado pela harmonia entre os homens e mulheres deste tempo, sempre em sintonia com a natureza.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Santuário de Schoenstatt comemorou 31 anos de vida

Padre Miguel e autora, Helena Valente,  na apresentação do livro


Sinal de que Deus está connosco


Ontem à noite, numa eucaristia celebrada no salão do Centro Tabor, na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, foi recordada a inauguração do Santuário de Schoenstatt, que ocorreu em 21 de Outubro de 1979. Presidiu o Padre Miguel Lencastre, um dos principais obreiros da entrada de Schoenstatt em Portugal e, muito concretamente, na Diocese de Aveiro, a partir da paróquia da Gafanha da Nazaré, de que aquele sacerdote foi coadjutor e pároco.
O Padre Miguel Lencastre tem uma forma muito pessoal de recordar vivências e acontecimentos, mas também de fazer uma leitura dos sinais dos tempos que o sensibilizaram ao longo da sua vida.
Desde logo manifestou a sua alegria por se encontrar, em data tão marcante, com a família schoenstattiana, desta vez «um pouco reduzida». A existência do Santuário neste lugar, com todos os sinais que geraram vínculos que perduram, foi motivo de acção de graças e de agradecimentos a todos os que, ao longo dos anos, participaram na sua  história. «Há episódios que são marcas da presença de Deus entre nós», referiu o Padre Miguel, no tom coloquial que lhe é característico. E acrescentou: «Foi a fé que nos trouxe para aqui, até porque a Gafanha não era conhecida.»

Homer J. Simpson é católico


O Evangelho segundo "Os Simpsons"

José Tolentino Mendonça


Uma das bolhas mediáticas dos últimos dias foi inesperadamente (ou não) fornecida pelo “Osservatore Romano”. Um artigo assinado por Luca M. Possati (um insuspeito especialista em Paul Ricoeur) começava assim: “Poucos o sabem, e fazem de tudo para escondê-lo, mas é verdade: Homer J. Simpson é católico”.
Em dezembro do ano passado, já este autor publicara no mesmo jornal um elogio daquela singular família do desenho-animado, criada pelo genial Matt Groening e que a “Times”, por exemplo, escolheu para figurar na galeria das 100 personalidades capazes de resumir o século XX.

Ler mais aqui

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Santuário de Schoenstatt faz hoje anos de inauguração

Santuário em construção

Ler um pouco da sua história aqui.

Não estará de olhos fechados?


Na Praia da Barra apreciei hoje esta imagem colada na parede de um prédio, Máscara sobre as dunas e voltada para o mar, em jeito de meditação. Ou terá ficado extasiada com a serenidade do oceano, ali quase sempre tão acolhedor? Hoje havia pescadores por todo o lado e alguns, segundo mostraram, já tinha caldeirada garantida. Pois a máscara tudo contemplou e no fim, como desafio a quem passa, semicerrou os olhos e meditou na beleza que a rodeia.

Portugueses em privação material

Dois milhões de portugueses  não conseguem pagar rendas a tempo ou manter a casa aquecida. Dito por outras palavras: Dois milhões de portugueses são pobres. É o país que temos. É o país que somos... Desde há  séculos. Vamo-nos desenrascando. Até que alguém, penso eu, nos venha ajudar na governação.

O Feitiço contra o Feiticeiro

«O Governo, se tivesse por base um partido diferente do actual, teria adoptado, provavelmente, medidas muito semelhantes a estas... que seriam contestadas pelo actual partido no poder.»

Acácio Catarino
"Correio do Vouga"

Em Para Pensar, aqui ao lado, publiquei esta frase-ideia de Acácio Catarino, pela sua oportunidade. Penso que ele tem razão. Os nossos políticos, sobretudo os que estão longe dos Homens de Estado que gostaríamos de ver e ter, são assim. Exigem hoje o que recusam amanhã, concordam com um projecto que noutras alturas condenam, afirmam agora o que negam logo a seguir, prometem mundos e fundos que a seguir juram nunca terem prometido. E Portugal, não de cara alegre que a coisa está feia, tem que aturar esta gentinha. Mas por onde andarão os políticos à altura da nossa História?

FM

Quadro do nosso céu


Andamos muito, penso eu, com os olhos fixo no chão dos caminhos. Terão, por vezes, a sua beleza, nem sempre sentido, nem sempre apreciada. Mas eu prefiro olhar o céu, onde a beleza das cores e formas, em viagens sem fim, nos deixam extasiados. Como hoje aconteceu. Desafio? Claro. É preciso olhar para cima!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A pobreza tem rosto e tem história

Mineiro resgatado


Um clamor já escutado e outros que esperam vez

António Marcelino

«O clamor de trinta e três homens resistentes, gritando sempre pela vida, quando envolvidos pela terrível perspectiva de um maior poder da morte; a decisão comum de não desistir, dentro e fora da mina; a conjugação maravilhosa da capacidade humana, das possibilidades técnicas e do saber científico adquirido; a disponibilidade de quem podia ao serviço de quem mais precisava; o gesto de solidariedade que abanou a sociedade das várias línguas e cores e a todos fez bem, tudo isto mostrou que há clamores que quando escutados deixam o mundo mais humano, e mais confiante nas suas capacidades de sempre “fazer o bem sem olhar a quem”.»

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As pessoas não têm instrumentos intelectuais para lidar com o multiculturalismo

Enzo Pace

A geografia religiosa da Europa mudou por causa das migrações. Por isso, e pela estranheza de costumes e culturas, inventou-se a ideia de que os estrangeiros pertencem a mundos exóticos e longínquos. E os ciganos são as piores vítimas, na mais baixa escala do termómetro do preconceito. Ideias do sociólogo italiano Enzo Pace, co-autor de um livro sobre religião e migrações. Por António Marujo

Ler a entrevista no PÚBLICO

"O Mito de Inês de Castro em Os Lusíadas"

Túmulo de Inês de Castro

Por iniciativa da Confraria Camoniana de Ílhavo, vai realizar-se uma palestra no Museu Marítimo, no próximo sábado, 23, pelas 17 horas, subordinada ao tema "O Mito de Inês de Castro em Os Lusíadas”. Será palestrante o Prof. Doutor Manuel Ferro da Universidade de Coimbra.
Depois da palestra haverá a sessão do aniversário do Museu de Ílhavo e às 18h45 tocará o quarteto de cordas da Filarmonia das Beiras.

I GALA DA FUNDAÇÃO PRIOR SARDO


29 de Outubro, às 22 horas

A Gala da Fundação Prior Sardo, que se realiza na sexta-feira, 29 de Outubro, no Centro Cultural de Ílhavo, às 22 horas, é uma iniciativa que visa promover as diversas actividades que se desenvolvem nesta instituição. Através de prémios, procura também galardoar individualidades e instituições que se têm vindo a notabilizar. Pela vasta abrangência, será, sem dúvida, uma festa de todo o Município.
Entrada gratuita. Bilhetes disponíveis no CCI, a partir do dia 26.

Prémio para as Florinhas do Vouga


Padre João Gonçalves

“Ceia com Calor” recebe
“Troféu Português do Voluntariado 2010”

Fernando Martins

A Confederação Portuguesa do Voluntariado atribuiu ao projecto “Ceia com Calor”, das Florinhas do Vouga, o “Troféu Português do Voluntariado 2010”. Aquela organização reconheceu o «mérito da sua actuação», nomeadamente, no combate à exclusão social e à pobreza, mas ainda considerou a «capacidade de mobilização de voluntários organizados», o «espírito empreendedor» e o «envolvimento da comunidade empresarial e escolar» no seu trabalho.
“Ceia com Calor” nasceu há três anos como resposta aos sem-abrigo da cidade de Aveiro, havendo a preocupação de motivar a comunidade aveirense e arredores. Trata-se de um serviço complementar de outras valências da instituição fundada em Outubro de 1940 por D. João Evangelista de Lima Vidal, primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro.
Esta iniciativa mobiliza presentemente 85 voluntários, utilizando uma carrinha com espaço para atendimento individualizado a prestar pelos técnicos da instituição, numa linha, fundamental, de contribuir para a inserção ou reinserção social de pessoas de algum modo marginalizadas ou automarginalizadas.

"Diálogo em tempo de escombros" ao vivo



«O livro “Diálogo em tempo de escombros”, resultante da troca de “e-mails” entre o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e o jornalista José Manuel Fernandes, transformou-se a 11 de Outubro num encontro ao vivo entre os dois protagonistas, realizado na Capela do Rato, em Lisboa.
O que é que se passou em tão pouco tempo para termos agora os escombros de uma sociedade? Neste primeiro vídeo, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais começa por contar duas histórias que ilustram os nossos tempos: uma do campo, outra da cidade.
Hoje estamos em negociação permanente. Somos isto e o contrário. A pós-modernidade torna normal a incoerência.
O país há-de reconstruir-se. Mas para já, temos escombros.»

Se tiver uns bons minutos, pode ver estes vídeos:

http://www.snpcultura.org/vol_dialogo_em_tempo_de_escombros_ao_vivo_1.html

Lembranças de férias: S. Pedro do Sul

Vouga em S. Pedro do Sul

Há imagens de férias que nunca nos deixam. São recordações duradoiras que nos acalentam o espírito. Como esta foto tirada no Vouga, em S. Pedro do Sul, por onde andei no último verão, antes que a devastação do fogo fizesse estragos. Mostro-a aqui para começar o dia de trabalho, com alguma partilha com os meus amigos e leitores, que gostaria de ver por aqui.mais vezes. Mas tenho de respeitar as suas opções, claro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gafanha da Nazaré teve um internacional júnior de futebol

Sílvio

Sílvio emparceirou com José Augusto do Benfica

Ontem, domingo, tive umas visitas inesperadas, mas muito agradáveis. O Hortênsio Ramos veio a minha casa com o José Paulino Conde e com o Sílvio Marques dos Santos. Os dois últimos já os não via há anos. O Sílvio identifiquei-o logo; o Zé Paulino, de óculos escuros, não me saltou à memória. Minutos depois, porém, tudo se recompôs.
O Sílvio, que hoje e aqui recordo com algum pormenor, foi o nosso único internacional júnior de futebol, ao lado do também conhecido jogador José Augusto, do Benfica. Nasceu na Gafanha da Nazaré em 25 de Junho de 1937 e desde muito cedo manifestou a sua grande habilidade para o futebol. De tal forma, que, apenas com 12 anos, se iniciou na União Desportiva Gafanhense, com sede junto ao estabelecimento do senhor José da Branca, antes da D. Joaninha Bola.
Pela sua fama de bom jogador, o Sílvio passou para o Beira-Mar, onde deu nas vistas. A internacionalização aconteceu em Itália, em 1955. Tinha ele 18 anos. A sua capacidade de corrida e drible era tão forte que, bem me lembro, deixava tudo para trás.
Em 1957 passou a sénior no Beira-Mar e em 1958, já casado, foi para Moçambique. Aí chegou a jogar na selecção da então província ultramarina.
Depois mudou-se para os EUA, em 1976, tendo organizado com alguns compatriotas um clube de futebol, onde jogaram filhos de emigrantes portugueses e de outras nacionalidades.
Aqui fica a minha homenagem ao Sílvio, meu colega e amigo de Escola, que não via há décadas!

Fernando Martins

domingo, 17 de outubro de 2010

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues


(Clicar  na foto para ampliar)

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 206

PELO QUINTAL ALÉM – 43



A ERVA DAS PAMPAS

A
Américo, Oliveiros e
todos os Companheiros do Esteiro Pequeno

Caríssima/o:

a. Pelo nome que aí vai nem todos a reconhecerão, mas depois de ver a imagem não custa nada ... penhachos ... macios...
Um dia, levei com intenção de plantar no quintal uma plantinha ainda tenra e mesmo a pedir que dela cuidassem... Só que a recusa foi formal e convincente:
- Essa planta é uma praga... Por favor, não a plantes!
Contrariado e contristado, obedeci... Hoje dou-lhe carradas de razão. E aqui fica a minha admiração por quem há quase cinquenta anos já tinha a visão (que a experiência lhe dava!...) do que acontece nos nossos dias.

e. Muitos não saberão, mas a minha “amizade” para com os 'macios' vem dos tempos do Esteiro Pequeno. Que maravilhosas plumas nos tentavam no cimo dos tufos que cresciam desmesuradamente! E que cortes profundos as folhas dentadas serravam nos nossos dedos desprotegidos quando fazíamos mais uma tentativa para as cortar! Mas era um espectáculo de cor e de movimento que nos era proporcionado naqueles 'jardins' que marcaram a nossa infância. Talvez os senhores dos gabinetes tivessem compreendido melhor a mágoa (mesmo a angústia...) que os vizinhos dos Esteiros sentiram quando viram as máquinas a destruir esses 'tesouros' oferecidos pelos senhores da Junta se tivessem, algum dia, participado nas nossas aventuras e desventuras... E na 'réplica' estendida à população ficariam bem alguns exemplares destas plantas (embora se reconheça que deve ser muito difícil conseguir a riqueza cromática desses tempos).

i. Erva gigante, chegando a 2,5 metros de altura,as suas inflorescências parecem-se com grandes plumas e podem ser de coloração branca, amarelada ou arroxeada, formadas principalmente no verão. As folhas são longas, lineares e com bordas cortantes.
Recortei as frases que se seguem e me ajudaram a encontrar o sortilégio que vivíamos em cada dia da nossa infância:

Meditação para este domingo


Quantos cabelos há na sua cabeça?

As vidas da maior parte de nós são habitadas e empatadas por uma série de medos: medo de abandono, medo do embaraço, medo da rejeição, medo da dor, medos de perdas e humilhações de toda a espécie. E demasiadas vezes deixamos que esses medos nos paralisem e impeçam a nossa personalidade de crescer. E até nos podem levar a ceder ao que sabemos estar errado. “Vou perder o meu trabalho”, dizemos, “os meus amigos, a minha posição na comunidade, a minha vida, a não ser que ceda e faça o que a minha consciência diz que não devo fazer.”
Na maior parte dos casos, o medo conduz a pecados de omissão – não fazer o que os nossos corações dizem que temos de fazer. Jesus sabia disso e convida-nos a outro olhar. “Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. Mais ainda: até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros” (Lucas 12, 6-7). De facto valemos, pelo que temos de confiar na imensidão do afeto paterno de Deus por nós.
O que é que Deus promete àqueles que confiam nEle? Será imunidade face às feridas e à má sorte? Infelizmente, não. O que Deus promete é que aconteça o que acontecer, incluindo o mais terrível dos desastres, Ele nunca nos deixará sozinhos e desprotegidos. Ele permanecerá junto de nós, caminhará conosco e dar-nos-á o que precisamos para fazer o que é necessário. Poderemos ter de entregar as nossas vidas mas Deus não permitirá que sejamos esmagados ou destruídos.
Por isso não temos nada, absolutamente nada a temer, se caminharmos com Ele e confiarmos nEle. Esta é a promessa de Deus e Ele cumpre sempre a sua palavra.
P. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.)
15.10.10

sábado, 16 de outubro de 2010

Artur Santos Silva em entrevista ao PÚBLICO

Entrevistas sobre o futuro




"Se não conseguirmos consenso,
seremos um país marginal"

Dizer a verdade e gerar consensos, outra coisa seria imperdoável. É esta a fórmula que Artur Santos Silva defende para evitar mais uma oportunidade perdida.Por Teresa de Sousa


«A razão principal é que as elites portuguesas - e o país em geral - não reclamam outros políticos, não reclamam melhores políticos. Poderíamos simplesmente dizer que temos os políticos que reflectem o que é a sociedade portuguesa. Não estou nada de acordo com isso. Acho é que há uma inércia, uma passividade nas elites portugueses, que não reclamam, não intervêm, não exercem, no fundo, as chamadas "liberdades positivas". Que a liberdade não é só a liberdade negativa - eu não quero que toquem na minha esfera, nos meus direitos. A liberdade são direitos e são obrigações. A obrigação de participar para construir um país melhor é um dever daqueles que são os melhores e os mais preparados.»

PÚBLICO

Ricos pagam só 11 por cento da austeridade

«As medidas de austeridade de que o Governo lança mão para 2011, anunciadas ao longo de três planos apresentados durante este ano, vão ter um impacto total de 11.500 milhões de euros, dos quais só cerca de onze por cento é que vão ser pagos pelas classes mais abastadas.»

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Um poema de Clara Sacramento



ERRO NA PAISAGEM

Todos somos seres errantes
e a paisagem
é a certeza
de estarmos sós

Aprendi a paisagem horizontal
Na lonjura mortal do infinito

Nela encontro
Os seres suaves

só ela persiste
no silêncio dos espaços

Nós erramos
verticalmente
efémeros
como as árvores

Clara Sacramento

"Antologia de Poetas Ilhavenses", organizada  por Jorge Neves

SOMOS RESPONSÁVEIS PELA NATUREZA E PELO SEU FUTURO

Via Láctea

Passados 13 700 milhões de anos, nós

Anselmo Borges

Muitos tentaram a escala. Agora, leio-a em Leonardo Boff, no Fraternizar. Comprimindo os mais de 13 000 milhões de anos do universo num ano cósmico, ficamos espantados com os resultados do cálculo para o aparecimento dos seres até nós.
No dia 1 de Janeiro, ocorreu o Big Bang. No dia 1 de Março, surgiram "as grandes estrelas vermelhas que depois explodiram e, dos seus elementos, lançados em todas as direcções, formou-se o actual universo". No dia 8 de Maio, surgiu a Via Láctea, uma entre milhares de milhões. No dia 1 de Outubro, nasceu a Terra. No dia 29 de Outubro, a vida irrompeu no seio de um oceano primevo. A 21 de Dezembro, apareceram os peixes. A 28 de Dezembro, às 08.00, os mamíferos. No mesmo dia, às 18.00, voaram os pássaros. No dia 31 de Dezembro, às 17.00, nasceram os nossos antepassados pré-humanos, os antropóides. No mesmo dia, às 22.00, entra em cena o ser humano primitivo, o australopiteco. No mesmo dia, às 23.00, 28 minutos e 10 segundos, surgiu o ser humano de hoje, o sapiens-sapiens, com consciência reflexiva. No mesmo dia, às 23.00, 59 minutos e 6 segundos, nasceu Jesus Cristo. No mesmo dia, às 23.00, 59 minutos e 59,59 segundos, viemos nós ao mundo. Impressionante, não é?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Os benefícios de uma boa sesta

É de pequenino que se treina a sesta

Vi hoje, num programa matinal, um concurso para promover a sesta. O concurso decorreu numa grande superfície, à vista de toda a gente, com técnicos a medir a natureza, a qualidade e a originalidade da sesta dos concorrentes.
A experiência ditou que a sesta, um gosto especial dos espanhóis, é bastante benéfica, depois da refeição. Os candidatos, quando acordaram, garantiram que se encontravam muito bem-dispostos e mais preparados para prosseguir o dia de trabalho.
Em Portugal há um grupo dos Amigos da Sesta, com a finalidade de incentivar à prática da sesta. Mário Soares é um dos famosos que não dispensam a sesta depois do almoço, nem que seja sentado ou recostado num sofá. Eu, quando posso dormir uma sestinha, também reconheço os seus benefícios. Como aconteceu hoje, por exemplos.

Aveiro à noite




(Clicar nas fotos para ampliar)

Nota: Colaboração do P. José Manuel

Orlando Figueiredo na Antologia Poética sobre o Mar

Pontevedra

Amanhã, 16 de Outubro, pelas 18 horas, terá lugar, no Café Moderno de Pontevedra, a apresentação de uma Antologia Poética relacionada com o Mar. Esta antologia é publicada pela editora El Taller del Poeta e é coordenada pela autora valenciana Mila Perez Villanueva, com prefácio de António Cabrera e desenhos de Cândido Solaz.
Colaboram nesta antologia vários autores de Espanha, Argentina, Cuba, Chile, Grécia e México.  Orlando Jorge Figueiredo, poeta natural da Gafanha da Nazaré, é o português com lugar garantido naquela Antologia Poética. Os meus parabéns.

Igreja Católica tem de actualizar o seu código linguístico

«De acordo com D. Cláudio Maria Celli, “a cultura actual cria e transmite todo o tipo de novas linguagens e maneiras de pensar, algo que influencia mentalidades e métodos de aprendizagem, que domina todos os tópicos de discussão”.

Perante este quadro, “a Igreja não pode continuar a utilizar o mesmo código linguístico, para comunicar com uma população cada vez mais distante desse registo”, sublinha o bispo italiano, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (CPCS).
Numa declaração prestada hoje, dia 14, no âmbito da sexta reunião geral do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, o prelado considerou fundamental a “realização de uma renovação pastoral, reaprender a ouvir e a comunicar”.
Para D. Cláudio Maria Celli, isto não significa ir a correr atrás das últimas tecnologias, mas entender os códigos linguísticos das pessoas e utilizá-los da melhor forma

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Nicolau Breyner anda triste...

«Às vezes tenho vontade de pedir a demissão de ser português.»

Nicolau Breyner
In "Correio da Manhã"

NOTA: O que está a acontecer com Nicolau Breyner, deve acontecer com muito boa gente, que se envergonha de atitudes de alguns dos nossos compatriotas. Comigo, que não chego a tanto, também se verifica um normal incómodo, principalmente quando ouço, aos berros, de olhos esgazeados, alguns dos nossos políticos, no salão nobre da nossa democracia. Será que eles não visionam, à noite, quando regressam a casa, o filme dos maus exemplos cívicos que protagonizam na Assembleia da República? E será que na pacatez dos seus lares ninguém lhes mostrou a triste figura que exibem ao mundo?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Formação no ISCRA

 (Clicar na foto para ampliar)

O comportamento de Manuel Alegre

Tenho lido e ouvido que Manuel Alegre, candidato à Presidência da República, passa a vida, por tudo e por nada, a acusar o actual Presidente, Cavaco Silva, como se não tivesse mais nada que fazer. Agora diz que o Presidente Cavaco anda a recrutar crianças com bandeirinhas.  Mal vai um candidato, sobretudo com o nível intelectual e político da Manuel Alegre, quando, em vez de nos dizer quais são as linhas-mestras da sua candidatura, se inclina mais para atacar, sem qualquer sentido, os seus adversários. Neste caso, Cavaco Silva, que ainda não formalizou a sua candidatura. Seria bom que Manuel Alegre, um histórico da nossa democracia, se lembrasse do que aconteceu a Mário Soares. Tanto atacou, por vezes grosseiramente, Cavaco Silva, que se virou o feitiço contra o feiticeiro. E acabou por sair derrotado sem apelo nem agravo. Para mim, uma política com sentido de Estado vale mais pela afirmação honrada das convicções dos candidatos do que pelos ataques pessoais que alguns dirigem aos seus adversários.

FM

NOTA-1: «O director da campanha de Manuel Alegre, Duarte Cordeiro, desvalorizou hoje as acusações do candidato apoiado pelo PS e BE. Segundo Cordeiro, as declarações do escritor, proferidas após a inauguração da sede de campanha em Lisboa, foram “em sentido metafórico”: “O que o candidato queria dizer era que há iniciativas cénicas num momento difícil, obviamente, numa perspectiva de montar cenários”, explicou. (PÚBLICO de hoje)

NOTA-2: O candidato, lá por ser poeta, não pode enveredar por frases metafóricas, em assunto tão sério. A liberdade poética, na política, tem de se usar com parcimónia. FM

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mineiros chilenos estão a voltar à vida


RESGATE EMOCIONANTE

Os 33 mineiros chilenos, enclausurados no interior da terra há 68 dias, estão a voltar à superfície. Até agora, já nove viram a luz do dia, de óculos escuros, para se adaptarem à claridade. O mundo inteiro, julgo eu, assiste emocionado às operações de salvamento, que vão continuar mais umas 24 horas, se tudo correr como até aqui.
Como é natural, a alegria está patente no rosto de todos os que dirigem e operam nas acções estudadas ao pormenor. Mas as emoções mais fortes são bem visíveis nos familiares que acolhem, quase em silêncio mas muito comovidos, os seus entes queridos que regressam à vida.
Quando contemplo as operações de resgate e quanto foi preciso fazer para salvar 33 homens, de vida dura como é o trabalho no ventre da terra, não posso deixar de pensar na generosidade do ser humano, capaz do melhor para socorrer o seu semelhante. E são estes gestos que nos levam a acreditar nas potencialidades físicas, científicas, técnicas e anímicas, quase ilimitadas, dos homens e mulheres do nosso tempo. O mesmo é dizer de todos os tempos.

FM

É preciso dignificar a acção política e aqueles que a tomam a sério



Verdade e honestidade na política

António Marcelino

«É preciso dignificar a acção política e aqueles que a tomam a sério. Mas este objectivo só é possível quando neste campo há gente que preza a sua dignidade, a sua palavra e está mais pronta a aceitar até os erros cometidos, que a desvirtuar a realidade. Gente honesta, capaz de escutar a todos e de se renovar interiormente. Gente que não se rodeia de quem a tudo diz lhe que sim, porque, para ela, agradar ao chefe é mais importante e rentável que servir a comunidade.»

TROFÉU PARA AS FLORINHAS DO VOUGA

Florinhas do Vouga
vencem Troféu Português do Voluntariado
com o projecto "Ceia com Calor"!


Professor Eugénio Fonseca, Presidente da CPV, e Elza Chambel,
Presidente do CNPV, com a vendedora



«Segundo o Júri, do qual fizeram parte a Dra. Maria José Ritta, a Dra. Fernanda Freitas, a Dra. Paula Guimarães e o Dr. Rui Rama da Silva, este projecto foi escolhido "pelo mérito da sua actuação no terreno do combate à exclusão social e da pobreza, pela capacidade de mobilização de voluntários organizados em função dos objectivos do projecto e espírito empreendedor, pelo envolvimento no seu trabalho da comunidade empresarial e escolar local".
Louvamos todos os voluntários que nas Florinhas do Vouga desempenham o seu voluntariado. Louvamos também os voluntários do Centro Social e Paroquial de Vale Figueira, da Academia Equestre João Cardiga, dos Leigos para o Desenvolvimento, da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras e da Associação Coração Amarelo, bem como os corpos directivos destas organizações.
Foi anunciado no Sábado, dia 9 de Outubro, numa pequena cerimónia que decorreu nas instalações da delegação regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português da Juventude.»


NOTA: Brevemente, mais informação sobre o troféu atribuído a um projecto das "Florinhas do Vouga"

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NATUREZA NA MINHA TEBAIDA

Gosto da natureza… Quem não gosta?! Gosto tanto, que nem prescindo dela. E se possível, ou quando possível, instalo-a ao pé de mim, para...