sábado, 31 de agosto de 2013

Uma manhã na Praia da Barra



Os meus amigos e leitores já devem ter percebido que não sou um gafanhão que aprecie pisar as areias das praias. Mete-me impressão, pronto! Porquê? Não sei. Mas gosto de passear pelos acessos empedrados, de respirar o ar iodado, de sentir o sol forte no corpo, de ver as pessoas que correm, saltam e mergulham. Na Praia da Barra montaram um biblioteca, no afã de dar prazer aos leitores. Não vi por ali ninguém a ler a sério. O pessoal queda-se mais numas revistas ligeiras, daquelas que não dão muito que pensar. Também, quem é que se dá ao luxo de pensar muito numa praia? Mas não reprovo, antes aprovo, a possibilidade dada às pessoas que gozam com boas leituras.
Quem passa pela Praia da Barra, não resiste a fixar para a posteridade o nosso farol, o mais alto de Portugal e um dos mais altos da Europa. Com a moldura humana, mais apetite cresce por uma boa fotografia. Uma boa fotografia não estará muito nas minhas capacidades fotográficas, mas prezo-me de mostrar ao mundo, como posso e sei, imagens destas nossas terras e suas belezas.
Ontem, quando fui à Barra, a moldura humana estava bem composta. abrigos cheios para quem, como eu, detesta o vento, que por sinal não era forte, e muitos a enfrentar ondas mansinhas, que nem meninos davam por elas. O fim do mês de férias por excelência está a chegar ao fim, contradizendo os que, maníacos pelas notícias bombásticas, nos bombardearam com prenúncio de que o verão só o teríamos lá para outubro ou novembro. Esquecem-se de que, previsões com algum crédito, não duram mais do que 24 ou 48 horas. E o verão vai continuar conforme o calendário. O dia 23 de setembro, com dias iguais à noites, ditará o princípio do outono.

Deus respeita a cultura dos povos

O que pensa Francisco: 3. sobre as religiões


«Porque há várias religiões? "Deus faz-se sentir no coração de cada pessoa. Também respeita a cultura dos povos. Cada povo vai captando essa visão de Deus, tradu-la de acordo com a cultura que tem e vai elaborando, purificando, vai-lhe dando um sistema."»


Anselmo Borges


Uma sociedade desigual

Amigo, vem mais para cima

Família à mesa (imagem google)

«Estar à mesa e comer juntos tem um grande significado familiar, social e religioso: encontro amigo e fraterno, conversa e partilha de notícias e saberes, reforço de laços de proximidade, afirmação de estima mútua e de próxima ou igual categoria. Assim o entendiam todos os participantes. Por isso se observam mutuamente. Jesus não foge à regra.»

Georgino Rocha 


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O drama dos fogos florestais



Em Portugal, os verões não são apenas épocas de lazer, praias, campo, descontração e preparação para um novo ano de trabalho. São, quase sempre, épocas de fogos florestais, que destroem tudo o que encontram à sua frente, sem dó nem piedade. As altas temperaturas, alimentadas pelo calor sufocante e pelos chãos de folhas ressequidas, qual pólvora à beira da explosão que tudo mata, não perdoam nada. Nem vegetação, nem casas, nem pessoas e seus bens, nem animais. Tudo fica em cinza. 
As mortes de bombeiros, os soldados da paz e apaixonados pela solidariedade fraterna, sem nada esperarem em troca, fazem-nos pensar nos dramas que os fogos provocam e na incapacidade das nossas sociedades para encontrarem soluções de prevenção que minimizem o sofrimento das populações e a destruição da nossa riqueza florestal.
Nesta hora de luto pelos bombeiros falecidos, pelos bombeiros que combatem até à exaustão, pelas pessoas que se veem de um momento para o outro sem nada, mas também de tanta gente que direta e indiretamente apoia os que sofrem, importa reclamar, com urgência, soluções mais eficazes para erradicar, ano após ano, esta calamidade nacional. Os Bombeiros precisam da nossa colaboração? Então não olhemos para o lado.

Fernando Martins


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Papa Francisco







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Torreira de passagem


Todos os anos, durante o período de férias, que para nós podemos  dizer que são todos os dias, por  enquanto, impomos a nós próprios uma visita à Torreira, praia de tantas boas memórias. Com os nossos filhos, por lá vivemos momentos inesquecíveis, com ponto de partida e de chega-da em Pardilhó. Este ano, porém, ficámos um  pouco desiludidos por não podermos apreciar o burburinho próprio dos bons dias de praia. O tempo até estava razoável, mas no areal escasseavam as barracas com veraneantes. Turistas também não vimos muitos. 
Como positivo, apreciámos o Monte Branco, limpo, airoso, sereno. Num bar com esplanada voltada para a nossa ria saboreámos um bolo regional, bebemos uma água fresca e tomámos um café, tudo servido com esmerada atenção. E contemplámos o barco  que deslizava ao sabor da brisa na mansa laguna. Pouca gente, é certo, mas deu para recordar momentos doutrora em que os nossos filhos chapinhavam na beira-ria na tentativa de aprender a dar as primeiras braçadas. 

A arte da Xávega em painel cerâmico

O almoço, num restaurante perto do mar e já nosso conhecido (Restaurante Avenida Praia), foi outro momento digno de registo, ou não fosse o robalo assado na brasa, com os competentes acompanhantes, uma delícia para o nosso palato. Dizem as regras que perto do mar não devemos pedir carne, porque peixe fresquíssimo a pular das redes para a cozinha só na borda d'água se encontra. 
Depois ainda demos um salto à praia do Areínho, já no concelho de Ovar. Passagem rápida por Torrão do Lameiro, com as suas quintas, e aí está a praia, desta feita sem vivalma. Bar e restaurante quase às moscas, ambiente circundante abandonado... uma tristeza. Mas a vida é assim... Enquanto umas zonas de lazer se desenvolvem, atraindo multidões, outras morrem sem glória. Mas pode ser que a praia do Areinho volte ao que era. Assim os responsáveis saibam e queiram fazê-la reviver

O sonho da democracia



«Não falta quem aponte os outros para acusar e condenar, desviando, assim, a atenção de si próprio. Um dia, que pode não demorar muito, os acusadores dão em acusados e os juízes em réus. Nos tempos, ainda pouco longos da vida do país democrático, já assistimos a tudo isto: um dia gente válida e noutro dia pouco menos que canalhas…»

António Marcelino

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martin Luther King

28 de Agosto de 2013


“I have a dream!”

Passam, hoje, 50 anos sobre o célebre discurso que Martin Luther King Jr proferiu sobre os direitos civis dos negros e pelo fim do racismo, nos Estados Unidos da América. Evoca-se este momento histórico na luta pela igualdade racial.
A 28 de agosto de 1963, tinha eu apenas treze anos de idade, Luther King discursava perante 250 mil ativistas no Memorial a Lincoln, em Washington, um acontecimento que serviu de bandeira na luta pela igualdade racial a nível mundial. O Nobel da Paz foi assassinado cinco anos mais tarde, no auge do combate pelos direitos civis da população negra, em 1968, tendo já eu, a memória do acontecimento.
Cinquenta anos depois, a efeméride é assinalada por um presidente negro, o que constitui um grande avanço na conquista da igualdade, mas o filho mais velho de Luther King diz que o sonho “ainda está por cumprir”, usando como referência o recente caso do homicídio do jovem Trayvon Martin.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O Fim é o princípio

Marcador com expressão


O Marnoto Gafanhão — 5

Um texto póstumo de Ângelo Ribau



Sal de "pedra" fina



Agora, por cerca de três meses, será sempre, todos os dias, uma repetição do que se fará a partir de depois de amanhã, terça-feira.

Hoje, segunda-feira, o tempo continua bom, com sol. A marinha “pegará macia”, o que quer dizer que o primeiro sal a ser colhido, será de “pedra” fina.
Logo que a moira aqueceu, o marnoto e o moço mais velho, pessoas experientes, pegam nos galhos e vão “bulir” (mexer a moira), misturando-a, para que toda aqueça ao mesmo tempo.
Quando o tempo se mantém sereno, sem vento, esta operação tem de ser repetida, à tarde, agora não para misturar a moira mas para quebrar as “peles” (uma camada finíssima de sal que se forma à superfície, quase como farinha, e que serve para temperar as saladas) que, por falta de vento, se acumularam à superfície. Autorizados pelo marnoto, os moços mais novos aproveitavam esse sal que depois vendiam a quem lho encomendava.
Passados dois dias, após a botadela, chegou a altura de começar a colher o resultado de tanto trabalho.
A marinha era dividida em três mãos (três partes, na vertical), o que quer dizer que só passados quatro dias a primeira-mão voltaria a ser rida.
Os meios eram quebrados (o sal era puxado com um galho dos lados dos meios para o centro dos mesmos —  para os vieiros) e daí, era rido (arrastado com a rasoila para o tabuleiro do sal onde ficava a escorrer). Quando todos os meios estavam ridos, puxava-se todo o sal para cima do tabuleiro que, ficando fora do contacto com a moira, escorria mais facilmente tornando-se mais leve, o que facilitava a dura tarefa de o transportar para cima da eira.

A “Novazinha das Canas” ia finalmente “estrelar” (pôr o primeiro sal em cima das eiras)… Os primeiros marnotos faziam-no com certa vaidade, pois era sinal de que tinham trabalhado bem na preparação da marinha… 
A redura (quantidade de sal colhido) neste dia era pequena. Mesmo assim, lá foi a primeira canastra de sal para cima da eira!
— Estrelámos! — Diz o Ti Marendeiro.
Merendeiro, o moço mais velho, teve a honra de carregar com a primeira canastra…
Enquanto púnhamos as canastras a secar, depois de lavadas no esteiro, olhamos em volta.
— Só as “Cortes de Baixo e a de Cima”, que são mais “valentes”, estrelaram antes de  nós! — Diz o Ti Marendeiro, mostrando satisfação.

Não tardariam oito dias que todas as marinhas estivessem “a sal”, e então a vista da Ria seria maravilhosa, com todos aqueles montículos. Um sonho, mas um sonho em que o Tónio nunca pensara colaborar como efetivo, só nas férias… Enfim, a vida tinha-lhe reservado destas surpresas. E não seria a única. 

Começou a época do sal, a mais difícil e trabalhosa das marinhas.
Era levantar cedo, pegar no cesto com o “tacho” - normalmente um tacho com “caldo” uma sopa consistente para o pequeno-almoço, e um mais pequeno com o “conduto”, que juntamente com um pedaço de broa serviria de almoço - preparado pela mãe, que para tal se tinha de levantar cerca das cinco horas da madrugada.
Chegados à casa do João Banca, era pegar na vela da bateira que aí ficava todas as noites, na jarra da água que todos os dias era cheia - era impossível esquecer a água no ambiente salgado onde se trabalhava. Um moço com a vela ao ombro, outro com a jarra, e íamos para a bateira. Chegados, cada um tomava o seu lugar. Dois, um a cada remo. O marnoto ao leme e os restantes sentados no bordo da bateira, abriam os cestos e comiam a primeira refeição (a mais consistente do dia).
— Vá, toca a comer depressa que os camaradas que vão ao remo “tamem” têm de comer antes de chegarmos à marinha, que hoje lá não falta trabalho!
Chegados, os cestos da comida eram pendurados em cruzetas existentes no intervalo, onde corria sempre água, o que evitava que a comida fosse atacada pelas formigas que abundavam nas marinhas de sal.

E começava a faina.
Ugalhos e rasoilas ao ombros e lá íamos nós para a “mão” onde era para colher o sal. Eram cinquenta meios que teriam de ser colhidos naquele dia. Cada um daria cerca de três canastras de sal.
O Tonio ia rendo e pensando: “Mais ou menos três canastras por meio, vezes cinquenta meios, dá cento e cinquenta canastras, a dividir por três (os moços que transportavam o sal para a eira), dá a cada um cinquenta canastras… cinquenta vezes do tabuleiro até à eira… em média cinquenta metros do tabuleiro à eira, metade carregado com cerca de sessenta quilos de sal, e no retorno com a canastra vazia...”
— Anda-me com essas mãos rapaz, senão adormeces! —  Grita lá de longe o marnoto.

Gota de água

"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."

Madre Teresa de Calcuta (1910-1997)


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Um livro da Fernanda Matias


"De mangas arregaçadas pela escada da vida"

Fernanda Matias com Luís Loureiro, no momento dos autógrafos

No sábado, 24 de agosto, à noite, na Casa José Engling, junto ao Santuário de Schoenstatt, foi apresentado um livro de Fernanda Matias, conhecida gafanhoa que à sociedade se deu com entusiasmo, espalhando e criando imensas amizades. Daí os amigos, cerca de 200, de diversos quadrantes, que quiseram manifestar-lhe a sua simpatia, direi mesmo o seu carinho, tanto mais que ela foi, durante décadas, uma dedicada catequista, deixando em cada catequizando e nos seus familiares genes de ternura para toda a vida. 
Lurdes Matias, filha da autora, afirmou na abertura da sessão que o livro de sua mãe «não é nada de especial», mas não deixa de ser um seu irmão «que vai nascer hoje». E acrescentou: «Ao fim de 50 anos ter um irmão é uma festa.» Ainda frisou que para si é uma alegria grande saber que a sua mãe «tem muitos amigos».

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Luso de fugida...

Um passeio de fugida por ambientes conhecidos tem sempre os seus encantos. No sábado passámos pelo Luso, a terra da água cristalina do mesmo nome. Não interessa hoje contar a história da porventura mais importante riqueza do Luso, que isso está claramente no Google e ao alcance de toda a gente, mas importa referir neste meu espaço a visita de sábado, que não deixará de suscitar a curiosidade para outras leituras.
Penso que as termas e curas de água já não são o que eram antigamente. De qualquer forma, há sempre quem aposte nos benefícios das águas, normalmente acompanhadas do descanso num ambiente de serenidade e de ares puros que a serra e o arvoredo alimentam... Quem vai ao Luso e não prova a  água é como quem vai a Roma e não vê o Papa.
Aqui ficam registos da nossa passagem pelo Luso.



Panorâmica da Fonte de São João. Há gente que chega de garrafões vazios e parte de garrafões cheios. Num vaivém contínuo e sem ruídos. A paz, essa convida ao silêncio. Num dístico recomenda-se que os visitantes não levem para a fonte mais recipientes do que os que possam transportar de uma só vez. Não sei se é respeitada a norma... nem isso interessa por agora. É que eu já vi quem ocupe duas bicas ou mais para encher os seus garrafões. Mas há água para todos.



Chapéus há muitos, já dizia o Vasco Santana. A minha filha Aidinha provou este, que lhe ficava bem, para o meu gosto, mas achou que era muito largo. Serviu decerto para outras cabeças. Lá para aqueles lados, os clientes habituais devem ter cabeças um pouco maiores... Será? É que não havia chapéus mais pequenos. Paciência.


E a água... Quem há por aí que não goste de a saborear? A minha Lita e a Aidinha foram as primeiras a correr para a Fonte de São João. Toca a beber, que o leitão, na Mealhada, pedia água pura. Há quem opte por tinto ou branco ou por espumante de qualquer cor. Mas nós somos apaixonados por água pura, que lava o organismo. 




E depois fui eu, que também sou filho de Deus. Deus terá abençoado as águas do Luso, que há séculos matam a sede e a fome a muita gente. Fresca, límpida e saborosa (quem se atreve a dizer que a água de Luso é insípida?) ali está à disposição de toda a gente. Para já, de graça. Com graça... agora ainda é de graça, digo eu, quando quase tudo se paga.

Padre António Maria entre nós

Padre António (foto da CMI)

Padre António Maria cantou 
 e encantou na Gafanha da Nazaré


O Padre António Maria Borges cantou e encantou mais uma vez na Gafanha da Nazaré, a convite da Câmara Municipal de Ílhavo, na sexta-feira, 23, no Jardim 31 de Agosto, à noite. De certa forma, foi um concerto integrado nas Festas da Padroeira, Nossa Senhora da Nazaré, que habitualmente se realizam no último domingo de Agosto e este ano sem a componente profana.
Bem conhecido dos gafanhões e não só, o Padre António trabalhou na paróquia como coadjutor do prior Padre Miguel Lencastre, entre 1977 e 1981. Aliás, o Padre Miguel foi o responsável pela sua vinda para a paróquia.
O Padre António Maria brindou a numerosa assistência com canções que perduram na memória de quem o conheceu e com ele privou. Canções carregadas de mensagens de amor e paz, mas também da sua incondicional devoção a Nossa Senhora, a Mãe Admirável que sempre o acompanhou no seu sacerdócio e na sua vida artística.

Preço da cobardia

"Ora, esse Portugal vai dar mais que falar do que se imagina, devido ao facto das fusões de freguesias serem apenas uma realidade de papel que ainda não teve reflexos na realidade local. Mas, com as eleições autárquicas, isso vai-se alterar e o enorme potencial do conflito dessas fusões em muitas freguesias já se está a manifestar no processo eleitoral. Os decisores da fusão das freguesias, – uma medida destinada a enganar a troika para ocultar a não execução da fusão de concelhos, essa sim que vem no memorando – sabiam que se tomassem duas decisões lógicas, mas perigosas, antes das eleições isso iria causar certamente muitas perturbações no processo eleitoral. Essas decisões são duas: o nome e a sede da nova freguesia. E adiaram-nas por cobardia."

Li no Abrupto


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Na morte de António Borges

"Em Portugal, mas não só, a tradição é que, depois da morte, todos os protagonistas passam a ser bons e insubstituíveis. Não é, manifestamente, o caso de António Borges. Mas uma coisa é criticar as ideias, naturalmente discutíveis, do economista. Isso é próprio da democracia e da liberdade de opinião de cada um. Coisa diferente é celebrar a morte de alguém. A Internet foi, como já se disse, o veículo escolhido para todo o tipo de insultos e festejos. Até podemos aceitar que esta plataforma se torne uma espécie de mesa de café dos tempos modernos. A forma livre e desabrida como se fala na Internet é normal, é natural, faz parte da natureza humana. Coisa diferente é permitirmos que ela se transforme numa espécie de lixeira ou sarjeta da opinião. Isso não é tolerável nem saudável para a liberdade e para democracia."

Li no DN

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Dias cheios

Recanto no Luso

Os últimos dias foram muito cheios para a minha idade.Não tenho de que me queixar, porque não fugi a nenhuma exigência. Cansado, mas satisfeito. Tanto que nem coragem tive durante o domingo para publicar fosse o que fosse que implicasse esforço e capacidade reflexiva. Graças a Deus. 
Para além do normal numa casa com gente buliçosa, sendo que o neto de 28 meses nos dá água pela barba, de tão mexido que é, registei o concerto do Padre António Maria no Jardim 31 de Agosto, na sexta-feira, uma visita ao Luso e ao Bussaco, no sábado,  e o lançamento do livro da Fernanda Matias na Casa José Engling, também no sábado, para além de outras tarefas menos trabalhosas mas que requerem atenção, nomeadamente, leitura de jornais e revistas e umas tantas páginas de um livro que devia ter lido há anos, "Viver para contá-la", de Gabriel García Márquez. Apetece-me esbofetear-me por ainda o não ter lido.  De tudo direi algo durante os próximos dias, quando serenar um pouco mais.


domingo, 25 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Budapeste

6.ª feira, 23 de agosto


Donzília no barco
O fascínio do Danúbio  
ficará gravado na nossa memória


Tomámos o pequeno almoço no hotel, donde partimos às 10h locais.
Rumámos ao Bastião dos Pescadores e ao Parlamento. O bastião dos pescadores, no outeiro que se levanta na parte de Buda, sobre o Danúbio é um lugar de destaque e de visita obrigatória. É uma cidade medieval onde parece que o tempo não tem passado, com as suas muralhas, torres e as ruas de pedra. Ontem, fizemos uma visita, by night e as miríades de luzes dão ao lugar, o aspeto de um presépio iluminado. Abundam as lojas de lembranças, de artesanato local que atraem as multidões de forasteiros. São muitos os miradouros que existem no baluarte e podem servir para ver a cidade e fazer uma pausa na caminhada. 
O Parlamento de Budapeste, em húngaro – Országház, é o local onde se reúne a Assembleia Nacional da Hungria e um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa. Ergue-se na Praça Kossuth Lajos, na margm do Danúbio. Atualmente detém o título de maior edifício da Hungria e o de segundo maior parlamento na Europa.


Nossa Senhora da Nazaré...



As festas da Senhora da Nazaré, padroeira da nossa paróquia, já não são o que eram antigamente. Também não se perdeu grande coisa, embora as festas proporcionem sempre o encontro de pessoas que, em tempos de férias e de verão, voltam à terra natal para rever familiares e amigos. O profano, que estava e ainda está associado às festividades dedicadas aos patronos, nem sempre cuidou de ter em conta a alegria saudável e a expressividade cultural que essas festas mereciam. O encontro era muito válido, mas não se devia ficar por aí. 
Despesas exageradas com foguetório e artistas musicais de fraco nível frequentemente conduziram para a morte lenta deste tipo de festas. O aspeto religioso foi-se mantendo e ainda bem, mas eu acredito que os nossos padroeiro ficariam satisfeitos se houvesse a preocupação de se reformularem as festividades, associando-lhes valências culturais, sociais, artísticas e de partilha fraterna. 
Hoje, a Festa em Honra de Nossa Senhora da Nazaré contou apenas com a missa solenizada pela Filarmónica Gafanhense e com a procissão que seguiu o trajeto habitual, com passagem pelo Cruzeiro. Nela se incorporaram as Irmandades de Nossa Senhora da Nazaré e outras, bem como instituições e associações da Gafanha da Nazaré. O povo devoto de Nossa Senhora nunca falta.

sábado, 24 de agosto de 2013

A sabedoria da verdadeira religião



O que pensa Francisco: 
2. sobre a Igreja

«O fundamentalismo não é o que Deus quer, e ele não consiste apenas em matar em nome de Deus, o que é "uma blasfémia". "Por exemplo, quando eu era pequeno, na minha família havia uma certa tradição puritana; não éramos fundamentalistas, mas estávamos nessa linha. Se alguém do nosso círculo próximo se divorciava ou se separava, não entrávamos na sua casa; e também acreditávamos que os protestantes iam todos para o inferno, mas lembro-me de uma vez em que estava com a minha avó, uma grande mulher, e passaram precisamente duas mulheres do Exército de Salvação. Eu, que tinha uns cinco ou seis anos, perguntei-lhe se eram monjas. Ela respondeu-me: "Não, são protestantes, mas são boas." Esta foi a sabedoria da verdadeira religião."»

Anselmo Borges

A vida humana tem futuro?


Entrar pela porta estreita


«A coerência entre o que se ouve e diz e o que se faz; entre o que se convive em festas alegres e amigas e a distância de sentimentos e critérios de vida; entre a presença vistosa, provocadora e hipócrita em praças públicas e as atitudes honestas, fruto da verdade e do bem; entre os comportamentos sociais fingidos e corruptos e o testemunho honrado e corajoso, ainda que incompreendido e desvirtuado; entre as situações discriminatórias e humilhantes e os laços fraternos das pessoas entre si e as relações filiais com o Deus de todos …esta coerência vivida é expressão do reino anunciado por Jesus e tão belamente visualizado na porta estreita, na novidade do Evangelho.»

Georgino Rocha



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Budapeste

5.ª feira, 22 de agosto

Bastião dos pescadores


Budapeste

O dia foi inteiramente preenchido com a visita, à cidade de Budapeste, conhecida como a “Pérola do Danúbio”.
É a capital e maior cidade da Hungria, com 2 milhões de habitantes. Está dividida em duas partes, separadas pelo Rio Danúbio: a parte de Buda com as suas colinas cheias de história e a parte plana de Peste mais movimentada. Eram duas cidades distintas mas fundiram-se em Budapeste em 1873, rica em património arquitetónico e cultural. O significante das palavras não tem nada a ver com o significado que, aparentemente, sugerem em português, referiu-nos a guia, com o seu fraquinho patriótico, pela terra natal.
Começando por Buda, a Colina do Castelo é um lugar magnífico para deambular pelas ruas medievais e apreciar o panorama de todo o lado de Peste, o rio e a Colina Gellért. No topo da colina, fica o imponente Palácio Real, construído no século XIV e reconstruído em estilo barroco 400 anos mais tarde. Foi a residência dos reis húngaros durante 700 anos. Atualmente, alberga os melhores museus da Hungria e a Biblioteca Nacional. Aí perto, fica a Igreja Matthias, com 700 anos, onde os reis eram coroados. Uma grande atracção turística é o chamado Bastião dos Pescadores, um miradouro monumental onde se tem a melhor vista da cidade, com o rio e Peste aos nossos pés, incluindo a magnífica visão do Parlamento neo-gótico e a famosa Ponte Széchenyi. 
A colina Gellért é uma reserva natural no meio da cidade. Aqui fica a Cidadela e 3 dos famosos hotéis-spa de Budapeste.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Pela Hungria

4.ª feira, 21 de agosto



O grupo à descoberta das Capitais Imperiais



Curva do Danúbio

“A semelhança entre o rio Danúbio e a mulher...
é que ambos têm curvas acentuadas e... 
por vezes, perigosas para a navegação.”

Madona


Donzília na Curva do Danúbio



Deixando para trás, Viena de Áustria, partimos, de manhã, em direção a uma famosa região da Hungria. A nossa guia, a Verónica, uma húngara de gema, hoje sentiu-se como peixe na água... do Danúbio!
Curva do Danúbio é a designação dada a uma zona muito bonita que inclui as suas margens entre Budapeste e Esztergom. Aqui, o rio corre entre as montanhas de Börzsöny e Visegrad e o seu curso de oeste para leste muda de norte para sul, fazendo uma curva de 90 graus. Esta paisagem, um dos destinos turísticos mais procurados do país, transmite uma calma e espiritualidade próprias de lugares míticos.
Na primeira paragem, visitámos a cidade Esztergom, o centro da igreja católica húngara. A catedral de Esztergom é a maior igreja da Hungria, onde pudemos visitar a capela Bakócz e a tumba do cardeal Mindszenty.
Esztergom, a cerca de 50 km a noroeste de Budapeste, é uma cidade relativamente pequena, fica na margem direita do Danúbio, que constitui, naquele trecho, a fronteira com a Eslováquia.

Caminhos Marianos

Li na Rádio Renascença



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Santo André celebra aniversário

Entrega de prémios 
do concurso “Olhos sobre o Mar”

Santo André

Amanhã, 23 de Agosto, celebra-se o 12.º aniversário da inauguração do Navio-museu Santo André, sendo possível visitar este polo museológico gratuitamente, entre as 10 e as 20 horas, para ficar a conhecer as características de uma embarcação de Pesca de Bacalhau, bem como toda a história associada a essa Nobre Arte, percebendo o processo e os mecanismos de cura do Bacalhau. 
Como habitual, a entrega dos prémios do Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar” será feita no dia de aniversário do Navio-museu Santo André, numa sessão marcada para  as 18.30 horas, no Porão de Salga.


Viagens: Caramulo

UM GOLFINHO GRANÍTICO



Em férias recordamos, vezes sem conta, viagens que ocupam, na nossa memória, um lugar muito especial. Esta imagem, registada no Caramulo, mostra-nos como a natureza, rica nos seus mistérios, nos brinda em cada recanto. Aqui vos deixo com este golfinho granítico que um dia, talvez há milhões de anos, ali ficou esquecido, quem sabe se deixado pelo oceano.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"De mangas arregaçadas pela escada da vida"

Um livro de Fernanda Matias


"De mangas arregaçadas pela escada da vida" é um livro de Fernanda Matias, que vai ser apresentado ao público, em geral, e aos seus amigos, em particular, no próximo sábado, 24 de agosto, pelas 21 horas, na Casa José Engling, junto ao Santuário de Schoenstatt. Este trabalho da nossa conterrânea e amiga, que reflete traços da sua vida, contados ao correr da pena, e onde sobressai, por vezes, a emoção e o sentido de partilha, de braço dado com a generosidade que a caracteriza, vai ser apresentado por Fátima Pina, redatora de toda a escrita. 
Sobre "De mangas arregaçadas pela escada da vida" falarei depois do lançamento, mas desde já louvo a coragem da Fernanda e de quantos a ajudaram a pôr de pé este seu projeto que acalentava há muito tempo. 

Suicídio quotidiano

«A resignação é um suicídio quotidiano»
Honoré de Balzac
(1799-1850)

Padre António Maria canta na Gafanha da Nazaré

Jardim 31 de Agosto, dia 23,  22 horas

No próximo dia 23, sexta-feira, pelas 22 horas, o Padre António Maria Borges, que os gafanhões, em especial, conhecem muito bem, pois trabalhou na paróquia da Gafanha da Nazaré, vai atuar no Jardim 31 de Agosto, a convite dos nossos autarcas. Será uma boa maneira de todos matarmos saudades, partilhando com o artista e sacerdote vivências de outros tempos, sobretudo na dinamização do Festival da Canção, de boas memórias na região. 
Tenho a certeza de que o cantor não deixará de nos oferecer belos momentos dessas eras, muito próprios da sua sensibilidade e arte, quer como intérprete e letrista, quer como músico. A entrada é livre.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Viena, Melk, Durnstein

3.ª feira , 20 de agosto 2013


Abadia de Melk
Viena, Melk, Durnstein

Às 8:30 da manhã, saímos de Viena, em direção a Melk. Após uma longa viagem de autocarro, onde, entre orações, cânticos, conversa amena e até abraços a Morfeu...chegámos a Melk. Aí, visitámos a Abadia, grandioso complexo barroco e o mais grandioso Mosteiro Beneditino da Europa Central, que é conhecido como o Berço da Áustria.
Melk é uma cidadezinha da Áustria, cujo ex-libris é a Abadia, localizada à beira de uma rocha, donde se contempla uma bela paisagem, sobre a cidade e o rio Danúbio.
O enorme complexo arquitetónico, espiritual e cultural da Abadia, inclui o mosteiro, escolas, espaços culturais, museu, a igreja e a biblioteca, desfruta ainda de um panorama privilegiado da região, o que contribui com a sua imponência e sumptuosidade, para uma forte atracão turística.
É o expoente máximo, de luxo e refinamento, do barroco, projetado por Jakob Prandtauer e possui nos seus interiores luxuosamente decorados, frescos, mármores, esculturas e talhas douradas, principalmente a igreja e a biblioteca.

Biblioteca

Festival do Bacalhau em balanço

Câmara de Ílhavo 
garante saldo muito positivo


220 mil pessoas deram vida ao festival


«O Festival do Bacalhau 2013 realizado de 14 a 18 de agosto recebe um saldo muito positivo da Câmara Municipal de Ílhavo, dando uma nota pública de agradecimento a Toda a Equipa de Parceiros (com destaque para a Confraria Gastronómica do Bacalhau e as Associações gestoras de Restaurantes/Tasquinhas) e de Patrocinadores (com destaque para a Associação dos Industriais do Bacalhau), aos Funcionários CMI e aos Prestadores de Serviços, e muito em especial às cerca de 220.000 Pessoas que deram vida e justificaram este evento marcante da vida do Município, da Região e do País, que honra e marca a missão do Município de Ílhavo como Capital Portuguesa do Bacalhau.
O Festival do Bacalhau tem na promoção dos valores tradicionais da gastronomia do bacalhau a sua razão de ser principal, e nesse âmbito, o modelo de gestão da qualidade e todo o zelo dos gestores das cozinhas dos restaurantes/tasquinhas, resultou num patamar elevado da qualidade das refeições servidas aos Comensais.
Nos cinco dias da atividade, foram consumidos 7.600 kg de bacalhau salgado seco nos dez restaurantes do Festival, além de cerca de 4.900 Kg de derivados de bacalhau, num total de cerca de doze toneladas e meia e de 28.500 refeições servidas.»

Fonte: CMI

O Marnoto Gafanhão - 4

Um texto póstumo de Ângelo Ribau


O Ti "Marendeiro" preparando a bacalhoada

A Botadela 

Cada um pega na sua canastra e toca de acartar a areia dos areeiros para os meios. Os moços mais velhos iam dizendo qual a quantidade necessária para cada meio ao mesmo tempo que, com uma pá grande (pá de arear) iam espelhando a areia, que tinha de ficar com uma espessura tanto quanto possível igual. Para que isso acontecesse usavam uma técnica especial: enchiam a pá de areia e, enquanto a espalhavam, a pá era progressivamente voltada ao contrário, de modo a que quando acabava a areia, a pá estava de pernas para o ar. 
Findo este trabalho, o moço mais velho que era habilidoso a cozinhar, foi tratar da bacalhoada, enquanto eram ultimados outros serviços.
O Ti “Marendeiro” preparando a bacalhoada.
Aproximava-se o meio-dia velho, hora de mais calor, altura em que se deveria abrir o tabuleiro do meio, dando passagem à água das partes de cima para as partes de baixo, onde iria formar-se o sal.
Era um trabalho altamente especializado que ficava a cargo do marnoto. Era executado com a pá do tabuleiro (pá em forma de cunha) que abria uma pequena passagem no portal existente no tabuleiro de meio. Dessa passagem dependia que a marinha “pegasse” bem, isto é, começasse a fazer sal logo no dia seguinte, ou não. Era uma greta pequena, para permitir a passagem de uma pequena quantidade de água, que vagarosamente se ia espalhando pela areia do meio.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Viena

2.ª feira, 19 de Agosto

Concerto de Música Clássica

“A calma é um elemento criador. 
Purifica, recolhe, põe em ordem as forças internas, 
compensando o que o desordenado movimento dispersa.”

Stefan Zweig - Escritor austríaco


Pelo fascínio que nutro por este país, compilei os nomes de, apenas, algumas celebridades a nível mundial, de origem austríaca:

Johann Strauss, Sr., 1809-1849, Johann Strauss, Jr., 1825-1899, e Josef Strauss, 1827-1870, os reis da valsa do séc XIX. “Die blaue Donau”, o “Danúbio azul”, ficou para a história, indelevelmente ligado a Johann Strauss, como expoente máximo da valsa vienense.
Arnold Schwarzenegger, culturista, ator e político, nascido em 1955, em Graz, naturalizado Americano.
Romy Schneider, atriz (Sissi).
Franz Schubert compositor e músico.
Karl Popper filósofo, naturalizado Inglês.
Ferdinand Porsche engenheiro de automóveis, projetou o Volkswagen.
Wolfgang Amadeus Mozart compositor e músico, nascido na Áustria-Hungria.
Niki Lauda corredor de Fórmula 1.
Udo Jürgens, cantor, letrista.
Adolf Hitler, (para estragar o ramalhete!) ditador da Alemanha, de 1933-1945, nascido em 20 de Abril de 1889 em Braunau am Inn.
Sigmund Freud, pai da psicanálise.
Ludwig van Beethoven compositor, nascido em Bonn, mas passou a maior parte da vida em Viena. 

Palácio de Shönbrunn

domingo, 18 de agosto de 2013

Capitais Imperiais - Bratislava

Domingo, 18 de Agosto

Donzília Almeida numa aula de xadrez 

Logo de manhãzinha, partimos para Bratislava, capital da república da Eslováquia.
Foi-nos descrita, pormenorizadamente, a antiga história da Checoslováquia, sob o domínio comunista, a emancipação da Eslováquia em 1993, a poderosa influência dos apóstolos Cirilo e Metódio, que chegaram cá, no séc. IX, e foram dadas outras informações relativas ao país.
Após uma longa viagem de autocarro, almoçámos num restaurante local, numa artéria muito movimentada da cidade.
Pode ver-se, a olho nu, como estes países emergentes do bloco de leste apostaram fortemente no turismo, como fonte de receita bem gorda! Fazem dinheiro em tudo... até no uso dos sanitários. A higiene também rende!
De tarde, houve uma breve visita panorâmica à cidade de Bratislava, outrora capital da Hungria, na qual se destaca o maravilhoso centro, que ainda hoje testemunha a importância que teve: palácios da antiga nobreza húngara, a casa residência de Lizt, de Mozart, etc. A 40ª sinfonia, imediatamente, aflorou à mente.

Capitais Imperiais - Praga

Sábado 17 de Agosto

"A CIDADE DOURADA DAS 100 CÚPULAS"


Hoje, dedicámos o dia, a uma visita à cidade de Praga, capital do antigo reino da Boémia e uma das cidades mais belas da Europa, conhecida como a “A Cidade Dourada das 100 cúpulas”.
Os seus principais pontos de atração encontram-se do lado direito do rio Moldava, em especial, na chamada Cidade velha. Aqui se poderá admirar para além do castelo de Praga que apesar do seu nome não é um castelo no sentido comum da palavra, mas um conjunto de palácios, conventos e igrejas, que começaram a ser construídas a partir do séc IX; o Palácio Real antiga residência dos reis da Boémia e posteriormente residência imperial; o Mala Starna, o bairro da cidade pequena, conjunto histórico quase intacto com palácios, igrejas, casas e jardins barrocos e renascentistas. Aí se encontra a catedral de S. Nicolau, obra barroca do séc XVIII; a igreja do S. Tomás, construção de estilo gótico datada de 1285 que pertenceu, originalmente, aos Padres Agostinhos; a Igreja da Nª Sra do Loreto, construída à imagem da construída em Itália; a Ponte de Carlos, autêntico símbolo de Praga.

sábado, 17 de agosto de 2013

“TIREM AS MÃOS DO NOSSO ROCHEDO”



"Uma das razões pelas quais a União Europeia não pode ter o upgrade político que os engenheiros utópicos do europeísmo desejam é porque, como velho continente, - muita guerra geopolítica, nacional, e civil durante muitos séculos, muitas raças, culturas, tradições “história” hard, - só com muita prudência se pode avançar sem retirar debaixo do tapete um dos múltiplos conflitos nacionais que lá estão escondidos. Um desses, o “rochedo” inglês em território espanhol, está de novo a aquecer os ânimos entre o Reino Unido e a Espanha, motivando uma florida retórica bélica do Presidente da Câmara de Londres. Espanha que, por sua vez, têm umas possessões em Marrocos, de que também não quer ouvir falar que não são “espanholas”. Se começarmos por Portugal, estamos em perfeita felicidade, porque Olivença se bem que não inteiramente “resolvida”, não excita ninguém a não ser o seu Grupo de Amigos."

Li no Abrupto


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Fogo abençoado




"A divisão/ruptura diz respeito a tudo o que está mal e pretende fazer manifestar a bondade e a beleza e, com a sua energia, irradiar e contagiar os laços familiares, as relações de vizinhança, os pactos de amizade desvirtuados, as regras económicas.
O fogo purificador e a divisão sanadora garantem o brotar da aurora de uma nova humanidade onde florescerá a justiça e a paz para sempre."

Georgino Rocha

Festival do Bacalhau: Uma festa para continuar

Amanhã, domingo, encerra mais uma edição 



Amanhã, domingo, por volta da meia-noite, encerra mais uma edição do Festival do Bacalhau, uma iniciativa que está a criar raízes na Gafanha da Nazaré. Trata-se de uma festa levada a cabo pela Câmara Municipal e pela Confraria Gastronómica do Bacalhau, com a preciosa colaboração de instituições do município de Ílhavo, que tem atraído muitos milhares de visitantes. No próximo ano há mais. Aproveite quem ainda lá não foi. Não apenas para saborear o "fiel amigo", já por si uma razão de peso, mas ainda para se familiarizar com os nossos artesãos, de qualidade indesmentível, em número crescente na nossa região, tanto quanto me vou apercebendo.  

O rosto de Deus vivo

O que pensa Francisco 1. sobre Deus




«Assim, Deus encontra-se numa experiência de caminho: "Na experiência pessoal de Deus, não posso prescindir do caminho." Trata-se de uma experiência dinâmica, de procura por diversos caminhos: "o da dor, o da alegria, o da luz, o da escuridão." O homem actual tem dificuldade em encontrá-lO, porque anda disperso. Diria, portanto, ao homem de hoje que "faça a experiência de entrar na sua intimidade para conhecer o rosto de Deus. O Deus vivo é o que ele vai ver com os seus olhos, dentro do seu coração".»

Anselmo Borges

Capitais Imperiais — Praga

16 de Agosto 

Moldava em Praga (Foto do Google)

Praga e o seu rio Moldava

Ontem, 6.ª feira, o grupo da Vera-Cruz deu início à viagem para a sua digressão pelas capitais imperiais. 
Após as formalidades de embarque, no ambiente cosmopolita do aeroporto da Portela, entrámos na grande máquina da TAP e rumámos a Praga, aeroporto Ruzyne, onde chegámos às 19 horas locais, uma hora mais tarde que em Portugal. 
A História da República Checa começa em 1 de janeiro de 1993,  quando a Checoslováquia se dividiu, pacificamente, em dois países: a  República Checa e a Eslováquia. Praga é a capital e a maior cidade da República Checa, situada na margem do Vitava, conhecida como "cidade das cem cúpulas". É um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, 
Fomos recebidos pela guia local, uma húngara chamada Verónica, que nos acompanhará durante toda a viagem e nos conduziu ao cais, para um passeio de barco, pelo rio Moldava, com jantar a bordo. 
É verdade que a beleza e singularidade de uma cidade dependem muito do rio que a atravessa. É esse rio que torna cada cidade única. O Moldava em Praga, o Danúbio, em Budapeste, o Sena, em Paris, o Tamisa, em Londres, o Tejo, em Lisboa, o Mondego em Coimbra... É impossível pensar em cada uma destas cidades, sem pensar no seu respectivo rio. O último referido, assoma-me muitas vezes à memória. Aquele amanhecer... dum S. João... inesquecível! 

Capitais Imperiais

Capitais Imperiais 
vão passar por este blogue


Donzília Almeida



A meu pedido, e como já aconteceu diversas vezes, a minha assídua e sempre oportuna colaboradora Maria Donzília Almeida vai partilhar, no meu blogue, as suas crónicas de viagem, desta feita a partir de um périplo pelas Capitais Imperiais. Sei que desta forma nos vai enriquecer a todos, já que é uma atenta e sensível cronista, capaz de nos conduzir, por terras e ambientes decerto pouco familiares ao comum dos mortais, a mundos porventura de sonhos e fascínios, que hão de amenizar a pena que sentimos de por aqui ficarmos unicamente à volta do Festival do Bacalhau, já de si tão importante para afugentar a tristeza provocada pelos que nos (des)governam.
Desejamos à nossa amiga Donzília e ao grupo que a acolheu, liderado pelo Padre Manuel Joaquim Rocha, Prior da Vera-Cruz, em Aveiro, uma excelente viagem, cujos reflexos hão de chegar ao Pela Positiva e seus fiéis leitores.

Fernando Martins

Férias em tempos difíceis - 4

O TEMPO LIVRE SÓ POR SI NÃO LIBERTA




"Será esta a primeira conclusão a destacar ao longo de toda a vida. Ter tempo livre é uma condição necessária mas não suficiente para se "saber viver". Pelo contrário, ter tempo livre pode em todas as idades ser uma condição de degradação."

Li aqui


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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Gafanha da Nazaré no "Portugal em Festa"

Domingo, das 14 às 20 horas, 
no Jardim Oudinot

Jardim Oudinot

A Gafanha da Nazaré vai estar, no domingo, entre as 14 e as 20 horas,  no programa da SIC "Portugal em Festa", que assenta arraiais no Jardim Oudinot. Esta é uma iniciativa integrada no "Festival do Bacalhau", com  patrocinada da Câmara de Ílhavo.
O programa vai ter como apresentadores Rita Ferra Rodrigues e José Figueiras, estando prevista muita animação, boa disposição e grande entusiasmo, tendo como objetivo mostrar o que há de melhor no município.
Nesta edição do  "Portugal em Festa", vão estar presentes o nosso património e cultura, as nossas gentes e gastronomia, bem como a história do município que é tido, legitimamente,  como "Capital Portuguesa do Bacalhau".


Tiranias

«Muitos odeiam a tirania 
apenas para que possam estabelecer a sua.»

Platão (427-347 a.C.), filósofo

Nota: Que grande verdade!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

São Jacinto

Uma curta visita
para matar saudades



Passei há dias por São Jacinto para matar saudades dos tempos em que lá trabalhei e onde conheci e convivi com gente trabalhadora e muito simpática. Eram tempos de muito trabalho nos Estaleiros de São Jacinto, mais conhecido por Estaleiros do Roeder, nome do seu fundador e grande industrial de visão de futuro. Os estaleiros eram um grande empregador da região, mas também lá estava a Aviação Naval, que entretanto se virou para a Força Aérea. Houve uma seca do bacalhau e muitos homens e rapazes dedicavam-se à pesca, atividade que ainda se mantém. Estaleiros e seca deixaram tristes e abandonados vestígios, mas o povo se São Jacinto precisava de muito mais para sobreviver com trabalho digno, sem ter que se deslocar, que as viagens são caras. 
Andei pelas ruas, passei por lugares mais centrais, apreciei a serenidade da terra separada da sede do concelho (Aveiro) pela ria, que nunca se vislumbrou vontade férrea de construir uma ponte, à semelhança da Ponte da Varela, que liga Murtosa à Torreira. Mas isso é outra história. Dizia-se, há anos, que era preciso manter a praia com toda a sua virgindade, de braço dado com a virgindade da Reserva Natural da Mata de São Jacinto. 
Vi muitas pessoas. Nas mais velhas tentei adivinhar nomes de eventuais alunos de há 50 anos. Com medo de errar, não fiz perguntas, mas as feições até me pareciam de gente que me era familiar. Alguns cafés fecharam (dizia-me um transeunte que a ASAE foi a causadora). Num deles, onde almoçava, as caldeiradas não faltavam, com peixe fresco a saltar da laguna. Nunca me cansei desse prato. E recordei o dia em que me armei em esperto quando quis comprar na lota ao ar livre e à beira-ria um lote de pescado. Saiu-me caro. Mas uma senhora, que me conhecia, perguntou-me, baixinho: «Quer levar mais peixe?» Eu respondi que sim e então ela entrou na lengalenga, com conhecimento das regras. Comprou-me o dobro do peixe pelo mesmo preço. Por que motivo me armei em esperto?

Férias em tempos difíceis — 4

Desafios à nossa coragem e ao nosso comodismo




Há museus que esperam por nós, alguns deles que nunca foram visitados pelo nosso povo, há praias que nos garantem uns palmos de areal para retemperarmos energias, há trilhos que são grandes desafios à nossa coragem, mormente para os avessos a caminhadas, há festivais para todos os gostos, alguns mesmo à nossa porta. Mas o melhor será pôr a cabeça a trabalhar, porque, neste espaço, apenas nos limitámos a alinhar umas tantas (poucas) propostas, mais dos nossos gostos. Cada um, se quiser, poderá chegar muito mais longe.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ana Vidovic em La Catedral


Um momento musical para nos serenar 

O Marnoto Gafanhão — 3

Texto e foto de Ângelo Ribau Teixeira

Um dia destes será a "Botadela"


O marnoto gafanhão está ao leme da bateira

Um dia destes, quando o tempo o permitir e a marinha estiver pronta, será destinado o dia da “botadela”, normalmente um domingo. O marnoto dará um almoço, que será feito e servido na própria marinha, para o qual convidará os amigos. Para a comezaina e para ajudar na botadela que é um trabalho muito duro!
O tempo continuou propício, os dias foram de calor desde o nascer ao pôr-do-sol. Aproximava-se o dia da botadela. O anúncio foi feito:
 Será no próximo domingo…
A areia, miudinha e amarelada, muito limpa, como convinha, já estava pronta havia uns dias. Tinha sido trazida do Bico do Muranzel, por barco saleiro, e descarregada em três pontos do malhadal (os areeiros) de modo a ficar o mais próximo dos meios, para onde depois seria transportada. 
No sábado anterior à botadela, na casa do marnoto, era uma azáfama com o preparar dos componentes para o almoço da botadela. Eram as panelas, as batatas, as cebolas e o inevitável bacalhau - o almoço era sempre batatas com bacalhau por ser, no dizer do marnoto, o mais fácil de confecionar.
Nunca eram convidadas mulheres ou raparigas para a botadela, ainda hoje estou para saber porquê! O serviço era muito pesado mas, pelo menos, poderiam ser elas a confecionar a refeição…
Chegou o sábado à tardinha e apareceram-nos em casa os convidados:
—  Então amanhã a que horas é?
 Amanhã vamos à missa da manhã, vocês passam pela minha casa para ajudar a levar as panelas. A bateira está ao pé da seca do Egas. É lá que a gente embarca. Quem não estiver a horas, fica em terra… - diz o marnoto.
E assim foi. Tudo como o combinado. O sol estava esplendoroso, nem uma nuvem no céu como convinha num dia de botadela. O pessoal embarcou, sentando-se na borda da bateira. Os moços pegaram nos remos preparando-os para remar. Dois dos convidados mais mexidos quiseram ajudar a remar e sentaram-se nos devidos lugares.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dançar e beber um fino

Cristoteca da Missão Jubilar, no DN



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Cristoteca na Costa Nova

No DN



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Festival do Bacalhau

Jardim Oudinot, 14 a 18 de agosto

Jardim Oudinot (Ria, restaurante e Guarita)


Integrado no programa “Mar agosto 2013 – Festas do Município de Ílhavo”,  a Câmara Municipal organiza, entre 14 e 18 de agosto, o Festival do Bacalhau, no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré. A cerimónia de abertura do festival decorrerá na próxima quarta-feira, 14, pelas 18 horas, no Navio-Museu Santo André.
Neste ano, a  autarquia, organizadora do evento em parceria com a Confraria Gastronómica do Bacalhau e várias Associações do Município, compromete-se a lutar pelo crescimento deste festival, marca inconfundível das atividades de verão do Município de Ílhavo e da Região de Aveiro, num reforço da aposta na promoção da “Capital Portuguesa do Bacalhau”.
O Festival do Bacalhau de 2013 é composto por diversas atividades e espetáculos, como a Mostra Gastronómica das Tasquinhas de Bacalhau, que conta com a gestão de algumas Associações do Município, venda de Padas de Vale de Ílhavo, Mostra e Provas de Vinhos, mostras de artesanato, stande de exposição de empresas, animação para crianças, o “show-cooking”, com a participação dos melhores Chefes de Cozinha Portugueses (patrocinado pela Teka Portugal, empresa do Município de Ílhavo), e os concertos noturnos com Ana Moura, Tony Carreira, José Cid, Clã e Miguel Araújo. São cinco dias repletos de atividades e animação, num local único para a realização deste tipo de atividades. Todos estão convidados.


Fonte: CMI

domingo, 11 de agosto de 2013

Férias em tempos difíceis — 3

Convívios e passeios



O isolamento, à partida, não é saudável. Eu sei que a solidão pode ser procurada e até desejada. Porém, os convívios são fundamentais à vida, porque homens e mulheres são seres sociáveis. Vivem e convivem uns com os outros, preferencialmente apoiados nos princípios do amor, da amizade, da solidariedade e da fraternidade.
O verão transporta sempre, com o seu calor benfazejo, um convite à partilha de sentimentos e emoções, principalmente quando estamos unidos. Para isso, aconselhamos a organização de piquenique e passeios de bicicleta, nas nossas matas e jardins que ostentam condições de higiene e segurança, ambientais e paisagísticas de relevo. No nosso município há muitas ofertas que todos podemos usufruir.

Paróquia da Gafanha da Nazaré

D. Manuel Correia de Bastos Pina 

Bispo-Conde de Coimbra


Na sacristia da igreja matriz da Gafanha da Nazaré está, à vista de quem entra, a fotografia de D. Manuel Correia de Bastos Pina, o Bispo-Conde de Coimbra que em 31 de agosto de 1910 assinou o decreto para a criação da paróquia. Ao tempo, pertencíamos àquela diocese e continuámos a pertencer até à restauração da Diocese de Aveiro, que ocorreu em 11 de dezembro de 1938. É justo, portanto, que se recorde a efeméride da criação da nossa paróquia, homenageando o bispo que deu corpo a um anseio dos nossos antepassados.
D. Manuel Correia de Bastos Pina nasceu a 19 de novembro de 1830, na freguesia de Carregosa, no concelho de Oliveira de Azeméis. Filho de António Correia de Bastos Pina e de Maria Joaquina da Silva, abastados proprietários rurais, foi batizado a 24 do mesmo mês. O pai chegou a desempenhar o cargo de presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis.
A sua família contava vários padres, entre os quais dois irmãos. Depois das primeiras letras, veio para Ílhavo, onde recebeu lições do Dr. José António Pereira Bilhano (viria a ser Arcebispo de Évora) que o preparou nas matérias de retórica e língua francesa. 

destaque

NATUREZA NA MINHA TEBAIDA

Gosto da natureza… Quem não gosta?! Gosto tanto, que nem prescindo dela. E se possível, ou quando possível, instalo-a ao pé de mim, para...